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domingo, 8 de maio de 2011

As Mamães e o Trabalho

Primeiramente, Feliz Dia das Mães a todos!!! Que este dia seja de comemoração, recordação, união, reconsciliação...

Aproveitando esse dia tão especial a todos nós, vamos refletir sobre como as mães vivem ou sobrevivem as rotinas familiar e profissional. Por experiência própria, posso garantir que não é fácil, rs! Para escrever esse texto mesmo, estou entre o computador e meus dois filhos de 6 e 2 anos, me solicitando o tempo todo para ajudar na tarefa, no desenho, na brincadeira... haja flexibilidade!!!

As mulheres conquistaram seu lugar no mercado de trabalho e provaram que suas competências não estão associadas ao seu sexo, mas a forma como utilizam seus conhecimentos, habilidades e atitudes. É claro que ainda existem funções que a fragilidade feminina e a força masculina se diferenciam, mas são excessões e não regras.

Essa crescente atuação das mulheres no mercado de trabalho, como aborda Alessandra Scorsafa em seu artigo Mãe e ser Mulher no Contexto Social e Familiar, "levou a conseqüências significativas em seu cotidiano. Esse processo social vem adquirindo uma dimensão estrutural no mundo contemporâneo, proporcionando, por exemplo, o aparecimento de métodos anteconcepcionais mais seguros, passando assim, o ter o poder seu próprio corpo e a possível gravidez, retirando de seu companheiro/esposo a decisão da procriação".

Uma outra alteração na rotina da mulher, foi a divisão dos trabalhos domésticos, hoje os companheiros são muito mais presentes nas rotinas familiares, cozinham, lavam louça, passam roupa, cuidam dos filhos, etc. Mas, mesmo assim, é como se os homens tivessem apenas fazendo um favorzinho as mulheres, as responsabilidades com o lar e com os filhos continuam sendo delas. Se alguma coisa some, fica suja, não é realizada, é a mulher que "paga o pato". Não que os homens sejam os únicos culpados por isso, não, as mulheres são as maiores responsáveis por essa condição. As mulheres se sentem nesse papel de Dona de Casa, a cobrança vem delas mesmas na maioria das vezes.

No site Administradores.com.br no dia 06 deste mês apresentou uma resportagem sobre as dificuldades que as mães encontram em conciliar o trabalho com a rotina familiar, e o texto apresentou uma pesquisa do Trabalhando.com que mostra que 57% das executivas têm dificuldade nessa conciliação, 34% dizem que a dificuldade está na falta de tempo para lidarem com os filhos.

As maiores dificuldades das mães com as rotinas do trabalho e da família, está realmente em suprir suas próprias espectativas como mãe, esposa e profissional. O tempo acaba sendo curto mesmo para que a mulher consiga realizar tudo o que deseja num dia. O equilíbrio entre as tarefas do lar e do trabalho é possível, mas exige muita organização, planejamento e determinação. Uma vez que a mulher encontra esse meio termo, com certeza realizará com mais qualidade ambas as tarefas.

Agora, não é nada fácil saber que seu filho ficou com febre em casa com a babá porque você tinha que ir a uma reunião de trabalho inadiável, ou por uma outra perspectiva, se esta reunião não fosse inadiável, com que cara essa mãe adia a reunião com a culpa que os problemas de casa estão invadindo o trabalho?

Pois é bem assim, as mães são extremamente exigentes consigo mesmas, por isso acabam se estressando com freqüência e ficando nesses dilemas existências de ser ou não ser uma boa mãe e ao mesmo tempo uma boa profissional. Mas, são essas vivências, esses dilemas, que transformam a mulher-mãe tão competentes em tudo que fazem e ganhando cada dia mais um lugar privilegiado no mercado de trabalho.

Abraçar o mundo não é possível, então, uma orientação que deixo as mães-trabalhadoras que trabalhem o suficiente para darem aos filhos o que eles necessitam e não o que eles querem; que não valorizem mais as atividades domésticas do que as atividades com os filhos; que tirem um momento para ficar sozinha, ir ao cabeleleiro, curtir o maridão... Não se cobrem demais!!! Apenas vivam cada coisa de uma vez!!!

E eu, vou me ouvir mais, rs... bjs

Referências

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Primeiro Emprego #4

O último episódio do Meu Primeiro Emprego, apresentado por Max Gerihger no Fantástico, apresentou Dicas de consultores sobre os principais erros e acertos cometidos no ambiente de trabalho.

Percebe-se com a matéria que os erros mais comuns estão relacionados ao não cumprimento de regras; falta de comprometimento com os resultados; falta de ética na utilização de equipamentos, internet e materiais da empresa e não conseguir lidar com pessoas e trabalhar em equipe.

Já as qualidades apresentadas mostram a importância da liderança; saber comunicar idéias que deram certo e vitórias conquistadas; estar acima da média esperada pelos empresários; ter objetivos e metas definidos e planejados e ter humildade.

Esta série foi realmente muito importante para quem está em busca de uma colocação profissional, desde a questão da escolha pela profissão até como se comportar no ambiente de trabalho. E terminou com chave de ouro mostrando que NÃO SE DEVE PEDIR AUMENTO E SIM PEDIR OPORTUNIDADES. Com a oportunidade de desenvolver um novo trabalho, de mostrar novas habilidades, competências o aumento vêm por consequência.

Vejam o vídeo:

Fonte: Globo.com

Referência

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Primeiro Emprego #3

Em Meu Primeiro Emprego, apresentado neste domingo (10/04/2011) por Max Gerhinger no Fantástico, o assunto principal foi "falar em público", dificuldades que a maioria enfrenta no início da carreira e que se não for bem treinada, a pessoa pode passar a vida sem conseguir expor suas idéias diante de outras pessoas, principalmente quando se trata de pessoas com um nível de conhecimento igual ou superior ao seu.

As dicas que são dadas para uma apresentação foram: falar num tom que as pessoas possam ouvir claramente e devagar; manter uma postura física receptiva, ou seja, braços soltos e em movimento, permitindo a integração com os receptores da mensagem (nada de cruzar os braços ou colocar as mãos no bolso); evitar repetir a mesma expressão muitas vezes; tomar cuidado com gírias, jargões e palavrões, a maioria das empresas apesar de terem uma forma própria de expressão, dificilmente utilizam esses tipos de linguagem.

Mais uma vez ficou claro na série que estar disponível para as demandas da empresa é muito importante para quem quer garantir seu emprego ou conquistá-lo; mostrar interesse pelo trabalho, gostar do que faz, "ter brilho nos olhos", são fundamentais para o desenvolvimento dentro de uma organização.

Um ponto importante que foi destacado e que muitas vezes não se pensa, foi o momento das "brincadeiras". Quando, como e com quem brincar deve ser muito bem pensado, pois um momento que seria de descontração, humor, pode passar a sarcásmos desnecessários, pré-conceitos e até mesmo considerado como mobbing (violência psicológica).

Perguntar aos colegas e superiores opiniões a respeito do trabalho que está realizando pode ser uma boa forma de aproximação, gerar confiança e demonstrar respeito pelo conhecimento alheio. Além disso pode mostrar quem serão as pessoas que lhe ajudarão numa dificuldade futura. É preciso ter humildade no meio organizacional e estar aberto para aprender constantemente com a equipe. Porém sempre que houver a participação de outros colegas em seus projetos, deve-se mensionar essa ajuda, com humildade, reconhecer que o trabalho não foi só seu.

O vídeo completo em Globo.com, assistam!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Primeiro Emprego #2

Neste Domingo (03/04/2011) a série Meu Primeiro Emprego apresentada por Max Gehringer no Fantástico, trouxe a discussão o comportamento das pessoas quando estão diante da oportunidade tão sonhada do emprego.

Deixar a casa confortável dos pais e enfrentar uma cidade maior, mais movimentada, com menos conforto e com maiores dificuldades de locomoção, são um dos fatores que as pessoas em busca do primeiro emprego podem enfrentar.

Para quem busca uma oportunidade profissional, o trabalho voluntário pode ser uma grande chance de demonstrar competências e abrir as portas para o mercado de trabalho; porém muitos acreditam não ter as mesmas responsabilidades de quando se é contrato. Um engano, o trabalho voluntário tem as mesmas responsabilidades e exige dos profissionais as mesmas competências, com a diferença de não ser remunerado.


Max Gehringer dá uma dica para quem está iniciando um novo emprego: "tente se parecer com a empresa"; tenha como sua, a cultura da organização, vista-se como os demais funcionários, tenha os mesmos comportamentos. Isto gera conforto e maior confiança dos demais.

Uma outra dica apresentada na série é que quanto menos o recém chegado falar com o seu chefe ou ficar resmungando pelos cantos melhor será. Demonstrar iniciativa para ajudar os demais colegas enquanto não recebe outras orientações do desenvolvimento das suas atividades, também parece ser uma ótima ação.

Para quem está começando, uma atitude fundamental é não se negar as atividades nem aos horários proposto pela chefia, escolher o que fazer, não se dispor a trabalhar aos sábados, domingos e feriados, ou achar que uma ou outra atividade não é para o seu cargo, pode ser interpretado como falta de interesse ou até mesmo má vontade. Se aquele emprego realmente é importante, é necessário estar disposto a tudo, com o tempo e confiança dos contratantes, estes detalhes podem ser negociados.

O atraso mais uma vez apareceu como inaceitável, independente se é o início, meio ou o fim de uma carreira; ele mostra indisciplina, falta de administração de tempo e desorganização. Uma vez estabelecido um rótulo destes, dificilmente o profissional conseguirá reverter a percepção dos demais.

Fiquei feliz em ver o Presidente de um laboratório de análises clínicas receber a voluntária pessoalmente e ainda lhe entregar uma carta de boas vindas, demonstrando confiança, respeito e valorizando o ser humano.

A reportagem completa pode ser assistida em na Globo.com . Abraços!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Primeiro Emprego #1

Neste último domingo (27/03/2011), na série Meu Primeiro Emprego apresentado por Max Gehringer no Fantástico, a postura dos candidatos em dinâmicas de grupo foi o tema principal.

Como fica claro na reportagem postada abaixo, que a maioria das pessoas esquecem que o foco principal dos jogos de seleção, não é preterivelmente a conclusão da atividade proposta, mas o comportamento dos candidatos diante de um trabalho em equipe.



Max Gehringer pontua que "o que importa é como os candidatos trabalham em grupo. Liderança, espírito de equipe e iniciativa são as qualidades que os recrutadores procuram".

Nas dinâmicas de grupos, muitos candidatos ficam preocupados em "fazer a coisa certa" e acabam errando pela falta de exposição ou exposição demais.

Coisas simples, como usar uma roupa discreta e confortável e não chegar atrasado na seleção são valorizadas pelos selecionadores e pouco focadas pelos candidatos.

Conhecer a empresa contratante, ser objetivo nas respostas, assumir seus verdadeiros defeitos e apresentar o que você está fazendo para melhorar e nunca falar mal de uma empresa que já trabalhou, são aspectos importantes não só para uma dinâmica de grupo, mas para as entrevistas também. Além disso, estar atualizado com o que está ocorrendo no mundo é sinal de interesse.

Para enfrentar uma dinâmica de grupo os candidatos precisam estar confiantes, abraçar o momento como se fosse a única oportunidade e se envolver com a atividade com atenção e foco no resultado.

Estou adorando essa série e vocês? bjs...


quarta-feira, 23 de março de 2011

Primeiro Emprego

Estudar, fazer um curso técnico, completar o níver superior, não são garantias de emprego. Apesar de estar mais preparados para o mercado de trabalho, existem outros fatores que influenciam essa conquista.

Neste último domingo (20/03/2011) no Fantástico, Max Geringer, consultor de carreiras estreou a série Meu Primeiro Emprego, onde mostrou e mostrará por mais cinco semanas a luta de quatro recém formados na busca de uma colocação no mercado de trabalho.

Neste primeiro episódio ficou bem claro que um currículo bem feito ainda é um dos fatores importantes para abrir uma oportunidade de trabalho e que muitos não possuem um currículo bem elaborado, objetivo e atrativo.

Um outro fator destacado é que a carreira escolhida pelos candidatos podem não ter  campo de trabalho, estar saturada ou sem absorção no mercado, o que dificulta mais ainda encontrar uma oportunidade.

Confiram a matéria completa:

E como foi para você a busca do primeiro emprego?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pais e filhos versus Mercado de Trabalho

Olá!!! A Educação sempre foi uma das maiores preocupações dos pais, que desejam um futuro promissor para seus filhos. Muitas vezes investem em escolas particulares e cursos extras de idiomas, informática e agora o Kumon tem sido muito procurado, por ser um método individualizado de estudo autodidático, criado em 1958 no Japão, por um pai que queria o melhor para seu filho, como qualquer um de nós.

Todo esse investimento em educação, na verdade nada mais é, que tentar proporcionar ao filho "um lugar no Mercado de Trabalho" ou quem sabe fazer deste filho parte dos empregadores do Mercado de Trabalho. Sabe-se que a o conhecimento é uma das competências exigidas nos dias de hoje pelas organizações e a capacidade de se auto instruir vem de encontro com essa tendência.

Porém, também se sabe que o conhecimento é só uma das competências que o Mercado de Trabalho exige, além disso temos as habilidades para realização das tarefas, que envolve talento e treino e as atitudes e comportamentos, que envolvem a personalidade do indivíduo e sua capacidade de agir com proatividade diante das situações. Sendo assim, o que os pais tem feito para ajudar seus filhos?

Algumas pessoas terão mais facilidade para o sucesso profissional por ser um traço de sua personalidade características como: liderança, determinação, persistência e ousadia; outras pessoas precisarão desenvolver essas características diariamente através da resolução de problemas corriqueiros ou complexos. Portanto, os pais precisam pensar em dar mais autonomia para seus filhos. Deixar que as crianças comecem a decidir coisas do seu dia-a-dia, como por exemplo: o lanche que levarão a escola, a roupa que usarão para um passeio, o brinquedo que levarão na viagem, como gastar a mesada (claro que com orientações do tipo: escolha uma roupa nova de frio para sairmos - as palavras nova e frio indicarão o tipo de roupa que a criança deve escolher, mas não tirará dela a autonomia); também como deixar o adolescente escolher que curso universitário seguir, mesmo que depois dessa escolha, já lá na faculdade, ele resolva desistir. Tentativa e erro, sempre foi uma das melhores formas de aprendizado.

Uma outra coisa para se refletir é que os pais são modelos para os filhos, que desde de pequenos começam a perceber os fatores positivos e negativos da vida pelos relatos e comportamentos dos pais. Portanto, se o trabalho para os pais é um sacrifício, assim este pode ser visto como sacrifício pelos filhos; o mesmo se o trabalho for gratificante e recompensador.

A relação com o dinheiro também é um fator decisivo para o sucesso profissional. Pessoas que vêem o dinheiro como o fim e não como o meio, ou seja, estão focadas apenas no montante e não no que o dinheiro proporciona: sobrevivência, relações sociais, estima, bens materiais, realização de sonhos... podem acabar fazendo escolhas erradas, baseadas em status e não na realização do trabalho em si. Os pais devem estar atentos nos valores que apresentam aos seus filhos e na superficialidade em que vivem os momentos e os bens adquiridos. Crenças são repassadas de geração para geração: "tudo que vem fácil vai fácil", "de grão em grão a galinha enche o papo", "o olho do dono engorda o gado".

Enfim, não dá para garantir que os cuidados dos pais para os filhos vão proporcionar um futuro profissional de sucesso, porque na hora do vamos ver, são os filhos que terão que agir, usar todo esse investimento e orientações a seu favor; mas uma coisa é certa a probabilidade de sucesso é maior do que se os pais não fizerem nada para ajudar os filhos!!! Então, "melhor pecar pelo excesso do que pela falta"??? Também, não!!! O excesso de preocupação com o futuro dos filhos pode ser visto por eles como "pressão" e desenvolver uma ansiedade demasiada e uma insegurança quanto suas próprias competências, características essas que não colaboram para um bom lugar no Mercado de Trabalho.

Espero que tenham gostado!!! Deixem comentários, sugestões e quem sabe sua história profissional!!! Abraços!!!

Obs.: Tema do 12º do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho realizado no mesmo dia da publicação.

Referências