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domingo, 1 de maio de 2011

Trabalho Enobrece o Homem?


Fonte: fotosearch
 Neste dia 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalho, não resisti a criar um post que falasse sobre a importância que este tem na vida de todos nós. Para algumas pessoas o trabalho é tratado com tanto amor que são conhecidas como Workalovers; outras dão tanta importância ao trabalho que só fazem isso e são conhecidas como Workaholics; e outras ainda possuem aversão ao trabalho e são conhecidas por todos como "preguiçosas", "vagabundas" mas podem estar na verdade, com a Sindrome de Burnout.

Workaholic é uma expressão americana que vem da palavra alcoholic = alcoólatra, justamente porque significa que a pessoa é viciada no trabalho. Sua compulsão pelas atividades profissionais é tão grande que a pessoa não consegue se quer pensar em outra coisa. Tudo que faz é voltado para o trabalho, a família, diversão e amigos são planos secundários. Quando o Workaholic consegue um tempo para a família e amigos o seu principal assunto é o trabalho. Com isso, as pessoas do seu convívio acabam sendo as mesmas do trabalho, pois as demais não conseguem conviver com um Workaholic, é difícil competir com o trabalho dele o tempo todo. O Workaholic tem dificuldade em separar o trabalho da vida pessoal, então acaba trabalhando muitas horas por dia, finais de semana e provavelmente não tirando férias; assim não se casam ou se separam, não têm filhos ou não vêem os filhos crescerem. Mas, se o Workaholic perceber que está dando mais atenção ao trabalho do que deveria - e isso possivelmente só acontecerá se alguém lhe mostrar - ele poderá reverter essa situação, trabalhando com uma agenda, limitando o tempo de trabalho e determinando por dia atividades de lazer com a família e os amigos. Essa pessoa precisará muito da família nessa hora.

A Sindrome de Burnout é uma doença do trabalho e também é uma expressão americana que vem da junção de burn (queima) e out (exterior), representando que o trabalho é um risco para essas pessoas, porque o nível de stress é tão alto que elas "surtam" diante do seu "estressor" - O TRABALHO. As pessoas que possuem essa síndrome começam apresentar um comportamento irritadiço e agressivo, demonstrando não ter mais interesse pelo trabalho, chegando a não aparecer mais para trabalhar, sem se importar com as conseqüências disso. O sentimento de "aversão" é tão intenso que o trabalhador prefere as consequências de não trabalhar, do que enfrentar o trabalho. Geralmente, atinge pessoas extremamente exigentes consigo mesmas e que esperam dos superiores, colegas e clientes o reconhecimento do seu trabalho e não obtêem. A Sindrome de Burnout tem tratamento e é essencialmente psicoterapeutico, mas em alguns casos será necessário o uso de medicamentos (ansiolíticos ou antidepressivos). Uma vez diagnósticado nesta sindrome, o trabalhador tem direito por lei ao afastamento do trabalho até que tenha condições psíquicas para retornar.

Workalover apesar de ser uma expressão americana que significa apaixonado pelo trabalho, tem origem no Laboratório de Psicologia do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB). Através de pesquisas neste laboratório, identificaram que existem pessoas que trabalham demais como os workaholics, mas que fazem isso por prazer, por gostar demais do que fazem. Por terem amor no trabalho, conseguem aproveitar bem seu horário de trabalho e quando terminam o expediente não têem a necessidade de continuar pensando ou falando sobre isso, diferente dos workaholics que ficam com a sensação de que sempre ainda possuem algo a realizar, não terminado. A sensação de dever cumprido a cada dia aumenta o desejo pelo trabalho, mas não cobra da pessoa que ela só faça isso e sim que ela tem o direito de realizar o que quiser, com quem quiser, porque já fez o trabalho naquele dia como deveria. Os Workalovers são pessoas bem humoradas, bem sucedidas, que demonstram paciência com as atividades laborais, não estão preocupadas com a quantidade mas com a qualidade das atividades, estão muitas vezes dentro de escolas, universidades, gestões de desenvolvimento e treinamento, pois o amor pelo que fazem é tão grande que sentem a necessidade de ensinar sobre a outras pessoas.

Enfim, o trabalho enobrece o homem porque proporciona a ele a sensação de que seus conhecimentos, experiências, habilidades e atitudes podem fazer a diferença para a empresa e o mundo de forma geral. Porém tudo tem limites e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é essencial, caso contrário o que era para enobrecer na verdade empobrece e adoece.

Se for possível escolha trabalho em algo que você ama, se não puder escolher, então, se apaixone pelo que faz!!! E parabéns pelo seus dia: TRABALHADOR!

Referências:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ganhando a Vida como Blogueiro!

Olá, meus amores!!!

No dia 16/08/2010, mediei o 9º Encontro do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, sobre o tema: Pessoas que ganham a vida através de seus blogs pessoais. A maioria dos participantes do grupo relatou ter ou ter tido um blog, mas nenhum sabia como fazer deste instrumento uma renda mensal. Por isso, convidei um amigo do Twitter Evandro César que tem vários blogs e consegue "viver a vida através deles" para participar do encontro e de uma entrevista. Vejam só que bacana:

(A entrevista foi realizado por intermédio de e-mail)

Danielle: Nome completo, idade, local e formação.
Evandro: Evandro Cesar, 39 anos, residente no interior de São Paulo, região de Ribeirão Preto. Não terminei minha faculdade de Administração de empresas com ênfase em Marketing faltando só um semestre, uma pena, mas eu precisava trabalhar. Então tive que escolher entre o trabalho ou a faculdade.

Danielle: Como e quando surgiu a idéia de montar um blog? E qual o foco, publico?
Evandro: Montei meu primeiro blog (http://paremomundo.com/) porque eu não tinha mais nada para fazer. Explico: trabalhava em negócios da família na área de educação que foram interrompidos por motivos pessoais e de um dia para o outro me vi sem ter o que fazer e meu plano inicial era tirar longas férias por uns cinco meses e depois procurar trabalho. Como gosto muito de ler e escrever montei esse blog em Agosto de 2007 e depois com o tempo fui criando outros e o plano inicial se transformou nesse trabalho com blogs. Hoje trabalho com cerca de 16 blogs, muitos em parceria com um grande amigo, o Marcos A. T. Silva do XboxPlus (http://xboxplus.com/). Pode parecer muito essa quantidade de blogs, mas não é. Alguns blogs já nascem mortos porque ou cometemos erros em avaliar o mercado ou porque aceitamos correr o risco e verificar como o blog seria aceito e nada acontece. Então deixamos o blog de lado e nos dedicamos ao que dá retorno.

Danielle: No início o blog já tinha fonte de renda?
Evandro: Nenhum blog gera renda no início. Um blog hoje sem 2.000 visitas únicas diárias, pelo menos, não vai gerar uma renda nem perto do razoável.

Danielle: Como tornou o blog uma fonte de renda?
Evandro: O ganho em qualquer blog só vem com o tempo, dedicação e muito trabalho! Já tive blogs que levaram um ano para dar resultado, outros são mais rápidos. Para fazer um blog gerar receita, além da visitação obviamente, é preciso se filiar aos programas que mostram anúncios como é o caso do Adsense que é o melhor programa na minha opinião. Existem outros como Submarino, Mercado Livre, HotWords... O importante com os anúncios é realizar testes o tempo todo de posicionamento, etc. E a melhor forma de saber sobre o Adsense é assinar o Blog oficial dele no endereço http://adsense-pt.blogspot.com/ . Leia tudo, principalmente os regulamentos.

Danielle: A renda do blog é suficiente para se manter ou tem outras fontes de renda? Quais?
Evandro: Sabe como é, se alguém ganha 10 mil por mês vive uma vida de alguém que ganha 10 mil por mês, dinheiro nunca é suficiente. Falando sério. Não dá para se manter com blogs, no meu caso ainda não, embora o objetivo seja esse. Existe uma certa ilusão de que é só montar um blog, colocar alguns posts e ficar esperando o dinheiro entrar. Quem trabalha com isso sabe que não acontece desse jeito.

Danielle: Você recomendaria aos jovens investir em seus blogs pessoais como uma forma de empreendimento?
Evandro: Acho interessante sim, mas tenho dúvida se é um bom negócio. O mundo dos blogs, a chamada Blogosfera, mudou demais nos últimos 5 anos e aconteceu tanta coisa nova que hoje ela é irreconhecível. Só quem participou desse época sabe dizer. Hoje os grandes portais usam a palavra "blog" para colocar seus colunistas e jornalistas como blogueiros porque a palavra virou moda e de uma hora para outra grandes (ou nem tanto) nomes do jornalismo, da literatura ou mesmo colunistas viraram "blogueiros". Só que é importante observar um aspecto. Um blog pode ter diversas finalidades como mostrar seu trabalho ou profissão, seu conhecimento em determinada área ou mesmo com objetivo de ganho financeiro, enfim, é uma porta aberta para que as pessoas saibam quem você é, profissionalmente falando, e com o tempo vem o reconhecimento desse trabalho. No meu caso o objetivo é o resultado financeiro na criação de blogs, sites, registro de domínios e numa busca incessante em novas formas de obter esse resultado. Quando quero escrever sobre determinado assunto uso outro blog para isso: http://evandrocesar.posterous.com/ . É preciso gostar muito de ler, ter paciência para pesquisar uma informação antes de publicar qualquer coisa porque uma vez na rede algo que parece pequeno pode tomar proporções gigantescas e aí é que está a responsabilidade de cada um.

Danielle: Que dicas você daria aqueles que estão começando esse negócio?
Evandro: Não gosto de "dicas" e tenho ALERGIA a esse tipo de coisa que parece ditar certas regras num ambiente onde a criatividade é um dos fatores mais importantes. Mesmo assim algumas coisas são importantes para quem começa:
1- Defina um foco ou um nicho que pretende abordar. Tenha conhecimento sobre isso porque seu trabalho será avaliado e questionado o tempo todo, seja através de comentários ou contatos diretos. Se a escolha for um blog de variedades onde diversos assuntos são publicados então é preciso publicar bem mais sem esquecer do conteúdo.
2- Ao criar seu primeiro blog pense no futuro, por exemplo, se optar por um blog gratuito no Blogger ou no Wordpress.com pense sempre que o nome desse blog pode ser registrado por outras pessoas, sendo assim registre o nome de seu blog no Registro Br ou então como "nomedoblog.com" para reservar esse nome para você. Pode ser que o blog seja um sucesso então se prevenir é bom.
3- Não desanime!
4- Procure em metablogs sobre as regras de etiqueta da blogosfera, isso é importante para a sua imagem e a do blog. Quebrar essas regras pode causar problemas graves de relacionamento com outros blogueiros. Outras regras muito importantes são as que condenam o plágio de textos e imagens porque copiar um texto que outro blogueiro criou é o maior erro que alguém pode cometer.
É isso. São poucas dicas, mas bem importantes. Qualquer dúvida eu me coloco a disposição para responder nos comentários. (fim)

É, como tudo nessa vida, ser um blogueiro, financeiramente falando, exige muitas competências!!! Mas, acredito que com esforço e determinação valerá a pena!!!
 
Obrigada, Evandro César, por dividir conosco seus conhecimentos e experiências!!!
 
Abraços!!! Comentem!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Empresas também sofrem de Esquizofrenia

A Esquizofrenia é uma doença mental que atinge pessoas de 15 a 25 anos aproximadamente, por múltiplas causas, como: fatores genéticos, mudanças químicas e alterações estruturais do cérebro. A pessoa esquizofrênica começa sentindo dificuldades de concentração, estados de tensão sem uma causa específica, insônia, desinteresse por atividades sociais (chegando ao isolamento); seguindo por um desleixo na aparência e higiene pessoal, mudanças bruscas no visual, com conversas estranhas e irreais, atitudes agressivas fisicamente, podendo tentar suicídio, se considerar Jesus Cristo e acreditar que vê e ouve pessoas do além (mortos).

Apesar de ser uma doença sem cura, quanto mais cedo for o diagnóstico e o uso de medicamentos, menos sintomas irão se desenvolver no esquizofrênico e mais fácil será o seu retorno as rotinas sociais. Como não há um exame específico e os sintomas iniciais se confundem muito com de outras doenças como o Estresse e a Depressão, muitas pessoas acabam demorando em procurar ajuda especializada ou então resiste ao tratamento por não aceitar a doença.

As Empresas Esquizofrênicas, assim são consideradas, por apresentarem muitas características semelhantes a doença. São empresas confusas, que não conseguem distinguir o que realmente são, com pessoas agindo de maneiras diferentes e líderes adotando seus próprios sistemas de gestão.

Os sintomas mais comuns são: a falta de sintonia entre os departamentos; lideranças desajustadas, agindo por conta própria e defendendo suas próprias identidades; as regras são confusas, com muitas injustiças e as pessoas apresentando insatisfação e desmotivação; os processos não possuem padronização e no RH fica muito evidente, ou não existe regras claras ou as que existem não estão em acordo com a cultura da organização.

Diferente da doença, a Esquizofrenia Organizacional não tem idade para aparecer e as causas podem ser genéticas - de geração para geração, muito comum em empresas familiares; biológicas - identidade da organização; e ambientais - imagem interna e externa da empresa.

Para identificar se uma empresa sofre de Esquizofrenia é preciso observar sua rotina e analisar indicadores de desempenho, tais como: rotatividade, reclamação de clientes, retorno de produtos, absenteísmo, pesquisa de clima e de cultura, entre outros. De preferência que o profissional a diagnosticar seja tercerizado, com um olhar não "contaminado" da situação.

O tratamento da Esquizofrenia Organizacional dependerá muito dos sintomas apresentados, mas sem dúvida nenhuma será necessário uma reestruturação da forma de gerir as pessoas, com mais organização nos processos e regras.

Notícia boa é que a Esquizofrenia Organizacional tem cura se diagnosticada antes da empresa entrar em falência!

Obrigada por acompanharem o blog!!! Deixem Comentários!!! Abraços a todos!!!

Obs.: O assunto Esquizofrenia Organizacional foi tema do 10º encontro do grupo de estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, dia 30/08/2010.

Referência