segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Geração Y e o Uso das Redes Sociais no Trabalho

Dois assuntos que tenho o prazer de escrever e que foram temas de dois encontros do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, sendo no 7º (02/08/2010) - Geração Y e 8º (09/08/2010) O uso das redes sociais no trabalho.

Resolvi mesclar os assuntos porque percebo que é a Geração Y a que mais utiliza as redes sociais e que encontram barreiras em fazer o uso nas organizações de trabalho.

A Geração Y, para quem não conhece, é composta pelos nascidos entre 1978 e 1990, descendentes dos Baby boomers (1950 a 1965) e da Geração X (1965 a 1978); são da era tecnológica-digital e tem como características marcantes o imediatismo, insubordinação, rapidez nas tomadas de decisão, valorização dos relacionamentos, fazer tudo ao mesmo tempo e ter a internet como um dos principais meios de comunicação.

Segundo pesquisa realizada em fevereiro deste ano por Ibope Nielsen Online, de 67,5 milhões de pessoas que acessaram a internet nesse mesmo mês, 31,7 milhões acessaram redes sociais (blogs, fóruns e canais de relacionamentos) o que mostra que quase a metade dos internautas tem preferências por esse tipo de rede. Uma outra pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência em 27 paises, no Brasil dos 77% que acessam as redes sociais, 25% são por motivos profissionais, dados acima da média mundial, sendo a maioria jovens.

Para Murílo Pinto (CNJ, 02/2010), são divergentes as opiniões a respeito da utilização das redes sociais no trabalho e o Brasil é um dos países que mais exercem controle sobre elas. Ao mesmo tempo que ela é um meio de motivação e promoção para a organização, pode ser um canal de distorção da imagem da empresa, uma vez que o usuário/funcionário pode postar o que bem entende e quer.

Como usuária das redes sociais e sendo parte da Geração Y, percebo que saber quando e como usar as redes sociais não são pensamentos frequentes dos jovens. A exposição e a vontade de ser visto e ouvido, podem falar mais alto do que as possíveis consequências dos seus atos. Fotos, vídeos e frases são postados todos os dias impulsivamente. Integrantes natos da era do consumismo, uma das carcterísticas dessa geração também é a compulsão em ter, ser e fazer.

Sendo assim, fica difícil as organizações concordarem com o uso das redes sociais no trabalho. Se por um lado motiva e facilita o conhecimento, por outro, dispersa a concentração e o foco do trabalho. Muitos objetivos e metas ficam em segundo plano.

O uso das redes sociais no trabalho, como o próprio grupo de estudos concluiu, precisa ser regida por regras claras e bem informadas. O fato de controlar a navegação, bloqueando sites, não impedi na verdade a sua utilização, muitos encontram maneiras de desbloquear. A educação sempre será a maneira mais eficaz de mudar o comportamento dos profissionais, independente de que geração são. Lembrando também que alguns pontos não passam de generalizações, muitos jovens utilizam as redes sociais de forma mais produtiva do que o mais velhos.

O investimento em um política ética e transparente, pode ser um bom caminho para que as organizações tenham a Geração Y usando as redes sociais com foco em seus resultados.

Agradeço aos integrantes do Grupo de POT e a todos os leitores e seguidores deste  Blog. Abraços!!!

Referências
Ibope Nielsen Online (http://migre.me/15eD9)
IG Tecnologia (http://migre.me/15f1T)
CNJ Canal da Estratégio do Judiciário Brasileiro (http://migre.me/15f9m)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

De Amigos Virtuais a Amigos Reais - o poder das redes sociais!

Desde que comecei com meu Projeto de Orientação Psicológica Online Psicorienta, tenho investido bastante em network, principalmente, em redes sociais. E o Twitter tem sido o meio em que mais tenho atingido esse objetivo. Na verdade mais que um network o twitter tem me proporcionado conhecer pessoas incríveis, que passaram a fazer parte do meu cotidiano virtual. Alguns desses até na vida real já fizeram parte!

É maravilhoso como alguns dos amigos twitteiros acabam se tornando interativos, prestativos, colaboradores dos nossos ideais. Eu conheci lindas pessoas nesta twittosfera, mas quatro pessoas se tornaram especiais: Joice Mara (@_Joicinha_), Sonia Salim (@soniasalim), Vanderlei Padilha Jr (@ThinkChristian1) e Meire de Oliveira (@princessmeire) amiga essa que eu já conhecia pessoalmente numa temporada em Lins SP e já amava. Este grupo de amigos twitteiros formam a turma #tamojuntosempre como costumamos destacar em alguns dos nosso tweets, rs.

Não consigo entrar no Twitter sem pelo menos dar bom dia, boa tarde, boa noite e perguntar como estão. Se tornaram pessoas impressindíveis, que quero sempre ter comigo durante a navegação.

Como é interessante essa relação de amizade entre pessoas que pouco sabem umas sobre as outras, mas que se percebem tão conhecidas e intimas. E a parceria é 100%!

Só posso concluir que as redes sociais tem alcançado um espaço na vida das pessoas maior do que elas mesmas desejam ou buscam. Eu não imaginava estar compartilhando interesses, trabalhos e emoções com essas pessoas como tenho feito, e sinceramente, estou adorando isso!

Infelizmente, somente a Meire eu conheço pessoalmente, e já faz mas de meio ano que não a vejo, porém tenho os demais amigos como se estivessem sempre aqui do meu lado.

E tenho dito: Amigo virtual pode ser amigo real!!! E para você, também é assim?

Beijos... e comentem!!!

sábado, 31 de julho de 2010

Tomando Café ou Apreciando Xícaras?

Olá! Sabadão como esse, um cafezinho não poderia faltar. Um café unido a sabedoria de vida então, indispensável!

Meu amigo, Anderson Zambonato, me enviou, mais uma daquelas histórias que deixam a gente refletindo sobre nossas atitudes! Espero que gostem!

Saboreie seu café...

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras. Porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse: “Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.

O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu”.

E aí, tomando café ou apreciando xícaras?
 
Amei mais uma vez!!!
 
Agradecendo: Anderson Zambonato, amigo querido que tantos cafés tomamos juntos! Saudades de ti!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pessoas que Transformam Problemas em Oportunidades

Recebi nessa manhã um e-mail de um querido amigo, Anderson Zambonato, contanto uma história real de uma pessoa que transformou um problema na sua maior oportunidade profissional.

Já havia ouvido histórias semelhantes, mas essa vale muito a pena dividir com vocês, aí vai.

"O Porteiro do Puteiro."

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse:

- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!

- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.

- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que..

- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.

- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?

- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.

- Façamos um trato - disse o vizinho.

Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ... E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.

- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.

- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: - O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma. - Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: 'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e, acima de tudo, reconhecer suas virtudes.

Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado......... Sr. Tramontina ...


Espero que tenham gostado! Como sempre adorei dividir com vocês!

Agradecendo: Anderson Zambonato

terça-feira, 27 de julho de 2010

O que você acha da Entrevista por Competências? 6º Encontro do Grupo de POT

Agradecendo os participantes do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho: Gretta, Marcos e Priscila, também como as novas participantes: Natália Santos e Julliana Maiolino ambas Psicólogas e futuras especialistas em Gestão de Pessoas.

O Tema do encontro foi Entrevista de Emprego e outras Técnicas de Avaliação na Seleção, porém o que pautou mesmo a discussão foi o que os integrantes consideram na Entrevista por Competências.

Muito se fala sobre Entrevista por Competências, mas quais são as vantagens e desenvantagens desta técnica de seleção de pessoas?

Segundo Maria Rita Gramigna no site http://www.rh.com.br/ (2003) a Entrevisrta por Competências é uma "entrevista individual de avaliação realizada por especialista, com o objetivo de identificar potenciais nas competências imprescindíveis para o cargo. Realizada com roteiros pré-estabelecidos com base em perfis de competências desejáveis".

Arthur Narciso no Blog Gestão por Competências (2009) diz que a Entrevista por Competências é de fundamental importância para as organizações que usam a Gestão por Competências, porém para ser eficaz o entrevistador precisa ter bem claro quais são as competências a serem identificadas no candidato: "Competências essências na empresa, competências funcionais no departamento que necessita do recurso e por fim as competências individuais que procuramos para a vaga em causa".

De acordo com o grupo de estudos, a maior vantagem da Entrevista por Competências é a capacidade que ela tem de trazer do passado comportamentos vivenciados pelos canditados que mostram seus conhecimentos e habilidades. Baseada na premissa de que as pessoas tendem a repetir bons comportamentos e evitar comportamentos que não trouxeram bons resultados a Entrevista por Competências só atinge sua eficácia quando bem realizada, quando o profissional realmente tem a habilidade para identificar nas respostas dos candidatos as competências esperadas. Caso contrário de nada adiantará.

Para o grupo a desvantagem da Entrevista por Competências está na incerteza de que os comportamentos passados realmente serão repetidos no futuro, que o candidato pode inventar situações vividas, manipulando o resultado da entrevista.

Na minha opinião, hoje não existe uma forma mais adequada do que a Entrevista por Competências para identificar as pessoas certas para as vagas de empregos. Aquela velha técnica de entrevista com perguntas do tipo: o que você acha do trabalho em equipe? Como você vê a sua liderança no trabalho? Você gosta de trabalhar sobre pressão? entre outras, me remete a uma manipulação bem maior. Eu diria que adoro trabalho em equipe, que a minha liderança é otima e que trabalho sobre pressão faz parte da minha vida, sempre! rs Afinal, estas perguntas pedem respostas positivas.

Enfim, como tudo nessa vida, o bom resultado vem de um trabalho bem feito, onde usamos sabedoria, persistência e amor!!!

Beijos a todos!!!


Referências
http://gestaodecompetencias.blogspot.com/2009/02/entrevista-por-competencias.html
http://www.rh.com.br/Portal/Recrutamento_Selecao/Artigo/3696/selecao-por-competencias--garimpando-talentos-e-potenciais.html