quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Clark Kent e Superman - duas faces de uma mesma pessoa

Não, gente... não vou falar de heróis e nem de dupla personalidade, apesar que seria bem interessante falar sobre ambos. Vou falar de papeis, dos diferentes papeis que desenvolvemos cotidianamente, que nos fazem ser tantas "pessoas" ao mesmo tempo.

O papel é o personagem que fazemos de acordo com a situação vivenciada, por exemplo diante dos meus filhos eu assumo o papel de mãe, diante dos meus pais eu desempenho o papel de filha, no trabalho realizo o papel de Psicóloga, Professora mas poderia ser gerente e subordinada! Apesar de chamar de personagem, diferente da fixão, esse papel é bem real e é realizado de acordo com o que somos, da nossa personalidade, dos nossos valores e crenças! Mas é incrível como mudamos nosso comportamento quando realizamos papeis que estão do outro lado da mesma moeda.

Quem no papel de pai/mãe não fez exatamente aquilo que quando era filho(a) reclamava que os pais faziam??? Ou quem como professor(a) não se sentiu ofendido com a conversa dos alunos, sendo que quando aluno(a) falava muito em sala de aula??? Tenho muitos outros exemplos como este de comportamentos inversos que nos fazem parar para pensar com empatia: se colocar no lugar do outro para saber como ele se senti antes de agir.

Um outro ponto que eu acho interessante se tratando de papeis é que alguns deles nós não assumimos realizar, por inumeros motivos: medo do que as pessoas vão achar, das consequências que assumir este papel pode trazer, por não ter segurança se quer realizar mesmo este papel... E esse medo ou insegurança não tem muita relação com o papel ser algo positivo ou negativo para sociedade, mas com o impacto que ele causa na vida de uma forma geral. Se fizermos uma análise do Clark Kent em relação ao seu papel de herói, o Superman, poderíamos pensar que seria mais interessante assumir este papel e ser reconhecido pela glória de salvar o mundo e ter os "olofotes" voltados para si o tempo todo. Mas.... isso implicaria em não ter mais privacidade, ser alvo dos bandidos, estar a mercê de tudo e de todos mesmo quando não é preciso! Então... até que ponto vale a pena?!?!

Os papeis também trazem responsabilidades diante da sociedade, do outro, envolve não só valores pessoais, mais tradicionais e princípios que são universais. Além de muitos serem regidos pela ética, leis e regras sociais!!! Sendo assim cada papel que realizamos tem uma mistura do que somos e do que devemos ser, do que queremos e do que podemos fazer!!!

Mas... uma coisa é certa: a essencia destes papeis é a sua, vinda do seu caráter, daquilo que você realmente é. Por mais que você siga um modelo ou uma regra, no fundo, no fundo, aquele papel terá o seu jeito, a sua cara! Ninguém é melhor o papel do que pessoa!

Obs.: O título do post é uma homenagem a Vanderlei Padilha Jr. (@ThinkChristian1), amigo do Twitter já citado aqui no blog, que quando me conheceu indagou: @Daniellecfb é Clark Kent e @Psicorienta é Superman??? Respondi: Com algumas diferenças: prefiro ser Mulher Maravilha e assumir o meu papel! rs Um super beijo!!!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Administrador de Empresa como Multiplicador de Conhecimento

Quando se pensa em administração de empresas o que sempre aparece em nossas mentes: Missão, Visão de Futuro, Objetivos e Metas, Estratégias de Negócios, Gestão de Pessoas... opa... Gestão de Pessoas!!! Espero que as pessoas estejam sendo lembradas quando o assunto é administração.

Sabe-se que hoje em dia as organizações estão investindo nos relacionamentos, em lideranças que respeitem seus subordinados e vice-versa e em estratégias de desenvolvimento profissional. Porém, direcionados aos planos de negócios, produção e serviços, os administradores muitas vezes esquecem que o desenvolvimento de suas organizações está atrelado ao conhecimento individual de cada um, incluindo aqui o seu próprio conhecimento.

A campanha é grande para que as empresas invistam em Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas, e muitos investimentos realmente são feitos em cursos de longa e curta duração, graduação e pós-graduação, on the job, por terceiros e/ou por multiplicadores internos. Mas, pouco investimento, principalmente de tempo, é feito para que os profissionais dividam diariamente seus conhecimentos. Multiplicar conhecimentos não acontece apenas dentro de salas de aulas ou no local de trabalho com exercícios práticos; a multiplicação de conhecimentos pode ser realizada diariamente através do exemplos e de informações contantes dadas aos demais colegas de trabalho.

Geralmente, são os administradores que possuem a visão macro do processo e do negócio da organização, da cultura, princípios e valores, se eles estiverem preparados para dividir com os demais o que entendem e como negociam suas estratégias, facilmente, os subordinados ou até mesmo outros funcionários de mesmo nível hierárquico poderão entender e contribuir mais com a organização. Dividir o que se sabe é tão importante quanto fazer, afinal nada é para sempre e ninguém é insubstituível, ou seja, mais cedo ou mais tarde alguém estará ocupando os nosso lugares!!! Espero que eu esteja um passo a frente nesse dia, rs!!!

Portanto, cabe aqui ressaltar, que multiplicar conhecimentos também não é tão simples como pode parecer neste post; é preciso entender de ensino-aprendizagem, que é uma via de mão dupla, onde só se ensina se alguém quiser aprender.

Para multiplicar conhecimentos é preciso ter boa comunicação, paciência, gostar de receber e dar feedback, estar sempre atualizado e ter segurança no que diz e faz. Ah, e não ter medo de perder seu emprego, rs, uma vez que muitos acreditam que ensinar o que se sabe é o mesmo que dar sua cadeira para o outro sentar!!!

Desejo que todos invistam em multiplicar seus conhecimentos e com isso possibilitem que o mundo dos negócios se desenvolva cada dia mais!!! Abraços!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Geração Y e o Uso das Redes Sociais no Trabalho

Dois assuntos que tenho o prazer de escrever e que foram temas de dois encontros do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, sendo no 7º (02/08/2010) - Geração Y e 8º (09/08/2010) O uso das redes sociais no trabalho.

Resolvi mesclar os assuntos porque percebo que é a Geração Y a que mais utiliza as redes sociais e que encontram barreiras em fazer o uso nas organizações de trabalho.

A Geração Y, para quem não conhece, é composta pelos nascidos entre 1978 e 1990, descendentes dos Baby boomers (1950 a 1965) e da Geração X (1965 a 1978); são da era tecnológica-digital e tem como características marcantes o imediatismo, insubordinação, rapidez nas tomadas de decisão, valorização dos relacionamentos, fazer tudo ao mesmo tempo e ter a internet como um dos principais meios de comunicação.

Segundo pesquisa realizada em fevereiro deste ano por Ibope Nielsen Online, de 67,5 milhões de pessoas que acessaram a internet nesse mesmo mês, 31,7 milhões acessaram redes sociais (blogs, fóruns e canais de relacionamentos) o que mostra que quase a metade dos internautas tem preferências por esse tipo de rede. Uma outra pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência em 27 paises, no Brasil dos 77% que acessam as redes sociais, 25% são por motivos profissionais, dados acima da média mundial, sendo a maioria jovens.

Para Murílo Pinto (CNJ, 02/2010), são divergentes as opiniões a respeito da utilização das redes sociais no trabalho e o Brasil é um dos países que mais exercem controle sobre elas. Ao mesmo tempo que ela é um meio de motivação e promoção para a organização, pode ser um canal de distorção da imagem da empresa, uma vez que o usuário/funcionário pode postar o que bem entende e quer.

Como usuária das redes sociais e sendo parte da Geração Y, percebo que saber quando e como usar as redes sociais não são pensamentos frequentes dos jovens. A exposição e a vontade de ser visto e ouvido, podem falar mais alto do que as possíveis consequências dos seus atos. Fotos, vídeos e frases são postados todos os dias impulsivamente. Integrantes natos da era do consumismo, uma das carcterísticas dessa geração também é a compulsão em ter, ser e fazer.

Sendo assim, fica difícil as organizações concordarem com o uso das redes sociais no trabalho. Se por um lado motiva e facilita o conhecimento, por outro, dispersa a concentração e o foco do trabalho. Muitos objetivos e metas ficam em segundo plano.

O uso das redes sociais no trabalho, como o próprio grupo de estudos concluiu, precisa ser regida por regras claras e bem informadas. O fato de controlar a navegação, bloqueando sites, não impedi na verdade a sua utilização, muitos encontram maneiras de desbloquear. A educação sempre será a maneira mais eficaz de mudar o comportamento dos profissionais, independente de que geração são. Lembrando também que alguns pontos não passam de generalizações, muitos jovens utilizam as redes sociais de forma mais produtiva do que o mais velhos.

O investimento em um política ética e transparente, pode ser um bom caminho para que as organizações tenham a Geração Y usando as redes sociais com foco em seus resultados.

Agradeço aos integrantes do Grupo de POT e a todos os leitores e seguidores deste  Blog. Abraços!!!

Referências
Ibope Nielsen Online (http://migre.me/15eD9)
IG Tecnologia (http://migre.me/15f1T)
CNJ Canal da Estratégio do Judiciário Brasileiro (http://migre.me/15f9m)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

De Amigos Virtuais a Amigos Reais - o poder das redes sociais!

Desde que comecei com meu Projeto de Orientação Psicológica Online Psicorienta, tenho investido bastante em network, principalmente, em redes sociais. E o Twitter tem sido o meio em que mais tenho atingido esse objetivo. Na verdade mais que um network o twitter tem me proporcionado conhecer pessoas incríveis, que passaram a fazer parte do meu cotidiano virtual. Alguns desses até na vida real já fizeram parte!

É maravilhoso como alguns dos amigos twitteiros acabam se tornando interativos, prestativos, colaboradores dos nossos ideais. Eu conheci lindas pessoas nesta twittosfera, mas quatro pessoas se tornaram especiais: Joice Mara (@_Joicinha_), Sonia Salim (@soniasalim), Vanderlei Padilha Jr (@ThinkChristian1) e Meire de Oliveira (@princessmeire) amiga essa que eu já conhecia pessoalmente numa temporada em Lins SP e já amava. Este grupo de amigos twitteiros formam a turma #tamojuntosempre como costumamos destacar em alguns dos nosso tweets, rs.

Não consigo entrar no Twitter sem pelo menos dar bom dia, boa tarde, boa noite e perguntar como estão. Se tornaram pessoas impressindíveis, que quero sempre ter comigo durante a navegação.

Como é interessante essa relação de amizade entre pessoas que pouco sabem umas sobre as outras, mas que se percebem tão conhecidas e intimas. E a parceria é 100%!

Só posso concluir que as redes sociais tem alcançado um espaço na vida das pessoas maior do que elas mesmas desejam ou buscam. Eu não imaginava estar compartilhando interesses, trabalhos e emoções com essas pessoas como tenho feito, e sinceramente, estou adorando isso!

Infelizmente, somente a Meire eu conheço pessoalmente, e já faz mas de meio ano que não a vejo, porém tenho os demais amigos como se estivessem sempre aqui do meu lado.

E tenho dito: Amigo virtual pode ser amigo real!!! E para você, também é assim?

Beijos... e comentem!!!

sábado, 31 de julho de 2010

Tomando Café ou Apreciando Xícaras?

Olá! Sabadão como esse, um cafezinho não poderia faltar. Um café unido a sabedoria de vida então, indispensável!

Meu amigo, Anderson Zambonato, me enviou, mais uma daquelas histórias que deixam a gente refletindo sobre nossas atitudes! Espero que gostem!

Saboreie seu café...

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras. Porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse: “Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.

O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu”.

E aí, tomando café ou apreciando xícaras?
 
Amei mais uma vez!!!
 
Agradecendo: Anderson Zambonato, amigo querido que tantos cafés tomamos juntos! Saudades de ti!!!