quarta-feira, 21 de julho de 2010

Psicólogo Organizacional

Qual a sua opinião sobre a atuação do Psicólogo nas Organizações de Trabalho?

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Entrevista de Emprego - 5º Encontro do Grupo de POT

Olá!!! Segunda dia 12/07/2010 foi o 5º Encontro de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com a participação de Gretta Souza, Lara Ferreira e Cleverth. O assunto discutido pelo grupo foi Entrevista de Emprego.

Sobre o tema, muito se pode discutir, o grupo focou no ambiente da entrevista e o papel do Psicólogo neste ambiente e sobre as perguntas a serem realizadas ao candidato.
A Entrevista de Emprego é uma técnica de Seleção de Pessoas que tem como objetivo identificar no candidato as competências necessárias para o cargo pretendido. Ela pode ser realizada por profissionais da Administração, Psicologia e outras áreas afins, desde que esses tenham habilidade para investigar, analisar, identificar características da personalidade e do comportamento. A Entrevista pode ser feita individualmente ou em grupo, dependendo da intensidade da análise a ser realizada.

Como a Entrevista é um momento muito tenso para quem vai ser entrevistado, é muito importante que ela seja realizada num local confortável, com pouco barulho, de preferência que esteja presente somente o entrevistador e o(s) entrevistado(s). Como o entrevistador precisa de concentração para verificar as competências do candidato é necessário que não haja interrupções de nenhuma espécie: atender telefone, pessoas, chat´s, etc. Considerando também que essas interrupções podem ser consideradas pelo candidato como falta de respeito ou de atenção com ele.

Algumas empresas podem não ter disponíveis locais ideais para a entrevista, portanto cabe ao entrevistador improvisar, amenizando as possíveis interferências, principalmente, conduzir a entrevista de forma que o candidato consiga se sentir confortável e seguro para responder as perguntas. Um ponto importante aqui é que o ambiente psicológico é mais importante que o físico, sendo o ambiente psicológico determinado pela postura ética do entrevistador, que dá segurança e confiança ao entrevistado.
O entrevistador deve conduzir a entrevista com foco em identificar se o candidato possui o perfil de competências necessário para o cargo disponível, por isso é muito importante que ele prepare um roteiro de perguntas que o direcione a encontrar a pessoa certa. As perguntas da entrevista devem ser perguntas abertas, ou semi-abertas, ou seja, que exija do candidato respostas mais completas sobre o assunto abordado. Perguntas que levem as respostas sim ou não precisam de complementos, como: e como foi? Como reagiu? Conte-nos? Saber qual e como fazer a pergunta é a chave para obter um bom resultado na Entrevista.

Hoje, a técnica de Entrevista mais utilizada é a Comportamental, onde as perguntas são direcionadas ao passado do candidato, defendendo a tese de que as pessoas tendem a repetir comportamentos, principalmente, aqueles que trouxeram resultados positivos. Na Entrevista Comportamental o entrevistado é direcionado a contar histórias de sua vida profissional ou pessoal, que mostram como tende a se relacionar com as pessoas, a exercer liderança e comunicação, como trabalham sobre pressão, se são criativo no dia-a-dia de trabalho, entre outras coisas.
Os participantes do encontro se mostraram muito interessados pelo tema e ficou determinado que se dará continuidade a como e quais perguntas realizar diante de cada cargo e sobre outras técnicas de seleção que complementam a Entrevista.

O 6º Encontro de Psicologia Organizacional e do Trabalho será realizado no dia 19/07/2010 às 14hs no MSN psicorienta_danielle@hotmail.com .
Mais uma vez foi um prazer dividir esse momento com vocês!!! Beijos a todos que seguem esse blog.
E até mais. Abraços!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Ficha e o Candidato - Luís Sérgio Lico

Olá!!! Na minha última postagem falei sobre histórias de currículos retiradas do grupo de estudos de POT e fazendo a leitura de uns artigos encontrei Luís Sérgio Lico contando como respondeu a um e-mail que lhe enviaram com um currículo. Recomendo a leitura! Beijos...

Luís Sérgio Lico é Filósofo, Consultor, Escritor e Conferencista. Desenvolve Treinamentos Organizacionais Transformadores e Palestras de Alto Impacto em Motivação.

Nestes tempos de "aceleração" de consumo, estamos às voltas com uma massa inumerável de solicitações, pedidos e tentativas de venda, que nos chegam diariamente. Entre elas, os pedidos daqueles que procuram por uma posição no mercado de trabalho. A tentativa é legítima e, eu mesmo quando posso, repasso vagas à minha rede de contatos. Mas, quem se der ao trabalho de analisar, mais detalhadamente as informações que aterrissam em nossos e-mails, pode ficar seriamente desmotivado. Toda vez é a mesma coisa: Eu não anunciei nada, mas chove currículos em minha caixa postal. Imagine nas máquinas dos selecionadores...

Outro dia, um destes currículos me chamou a atenção. Não deveria, mas resolvi responder, enumerando os equívocos, dando dicas, corrigindo heresias mesmo correndo o risco de não ser compreendido. Depois que enviei a missiva (um e-mail de 10 parágrafos pode apavorar as pessoas, que normalmente tem dificuldades para ler mais que 4 linhas), vi que poderia dar destinação mais útil à discussão, caso propagasse a informação a todos que vagam na erroneamente da Web, procurando uma nova colocação e não sabem o motivo de ninguém os veem. As dicas abaixo podem ajudar a sua visibilidade, se estiver disposto a ler até o final.

Ah! É claro que o destinatário não respondeu, então vejam vocês o que aproveitam deste pequeno manual de marketing estratégico para desempregados. Sem ironia!

Caro amigo:

Recebi seu currículo, embora não haja solicitado ou tenha vagas. Mas, em seu panfleto, não pude deixar de notar coisas que, certamente manterão você na sombra do desemprego por muito tempo. Por exemplo, no e-mail há um pedido para encaminhamento. Eu não lhe conheço e você antes de me dar bom dia, pede que eu encaminhe seu material. Nestes tempos modernos, não confie que alguma pessoa irá enviar suas mensagens "aos cuidados de...", só porque está no campo assunto. O comportamento mais provável é deletar, imediatamente, o incômodo e-mail. Esqueça tudo o que lhe ensinaram (se for o caso) e inove. Ainda mais se tem pretensões na área de vendas! Para buscar algo, o mínimo necessário é saber o que se deseja, descobrir como fazê-lo e, principalmente, direcionar seus esforços com eficiência.

Pense bem: hoje em dia, com a massificação e a facilidade das comunicações e das instâncias virtuais interativas, padecemos de um gigantesco overflow. Quer dizer: excesso de demanda informativa e aumentos diários na carga de trabalho, fato este que leva - principalmente um selecionador - a desconsiderar quaisquer solicitações fora do quadrado. Mude a estratégia e foque onde você tem mais chances. Analisar seus pontos fortes e fracos já é um começo para isto. Se você é vendedor, cuidado: Saber oferecer é tudo. Venda inteligentemente e não arduamente (sell smarter, not harder). Aliás, o que você quer mesmo vender? Você não disse!
Depois, faça um esforço e pense em cenários, não apenas em sua necessidade de trabalho. O seu currículo tem que cumprir a proeza hermenêutica de informar, convencer e comprovar os fatos ali narrados. Se possível, em uma só folha, no máximo duas. Além disso, a apresentação deve especificar detalhes de suas competências e suas realizações, não de sua autopercepção (seus elogios auto-referenciais). Desculpe, mas em nível organizacional, ninguém quer saber o que você acha de si mesmo, apenas se possui ou não experiência e conhecimento suficiente. Deste modo é imperativo listar as realizações, os detalhes sobre operações e as responsabilidades no histórico profissional - de forma estruturada e compatível com a escolaridade informada. Aliás, quando puder volte a estudar, pois o futuro já chegou. Não dá para deixar um departamento na mão de uma pessoa que não esteja atualizada ou há décadas longe da faculdade.

E mesmo que você seja um expert, repetir a mesma descrição é ponto negativo no currículo, bem como informar áreas discrepantes ou não complementares, pois o seu foco é em desenho industrial, vendas ou treinar os funcionários de seus clientes? A redação pode comprometer mesmo o profissional capacitado. A ânsia de enumerar qualidades acaba tendo o efeito oposto ou você acha mesmo que o selecionador deveria pesquisar sobre dados adicionais? Ele não tem tempo para isto, e, francamente não se interessa por você mais que três minutos...

Outra coisa é a falta de objetivo: currículos sem mencionar área ou cargo não passam nem pela primeira peneira. Se você tem experiência em multinacionais, porque não conta mais detalhes sobre suas realizações? Aliás, se você sabe alguma coisa de diferente ou pode abordar a questão em termos práticos, por que não fazer? Faltou o dizer de suas funções. Descrição de cargo não é atestado de competência, o que importa é a quantidade de responsabilidades e a maturidade técnica e psicológica do candidato. Nomenclatura corporativa é mero amortecedor psicológico que pode esconder coisas estranhas e atividades operacionais. Chefe de observação de frota, pode ser um charmoso epíteto para zelador de garagem. Como você comprovaria sua descrição funcional, caso fosse solicitado? E em relação à qualidade?

Parei para lhe responder, porque acredito que estas dicas lhe ajudarão. Você é parte de uma questão importante no cenário do mercado de trabalho, ou seja: a eficácia da divulgação de currículos e quais os canais existentes - inclusive as formas-padrão aceitáveis para se fazer "achar" pelos futuros e/ou prováveis empregadores. Claro que não entrarei no mérito ético de questionar o óbvio: são sociopatias excludentes, que designam estes padrões e muitos podem ser acusados de alto teor de lesa-humanidade. No entanto, são moedas correntes nas práticas de seleção e ninguém irá tirar o foco dos resultados. A lei envelheceu e há uma determinação econômica do mundo. Perdemos de certo modo o elã humano, pela sujeição a novas instâncias: somos contribuintes, consumidores e cidadãos. O desempregado, normalmente é um profissional invisível. Mas, esta é justamente a sua montanha, cabe a você movê-la. Não fique aí, parado! Tente aprender as novas linguagens e supere obstáculos. Reinvente sua carreira através da atualização e considere outras formas de atuação profissional. Se quiser, acesse meu site e baixe meu artigo sobre os currículos modernos, veja outras fontes também.

O grande problema é que, devido à velocidade exponencial das mudanças, a terceirização de recrutamento é uma realidade. As empresas lançam um desafio em forma de perfil e os profissionais identificados como aderentes a ele são selecionados. Normalmente não se vê o entorno demográfico, ou seja, o capital humano em suas relações com o meio social, assim, para não falar muito difícil, podemos concluir que, a grande jogada, atualmente é aumentar as chances de ser notado e selecionado. Para isso, deve evitar tudo o que irrita aquele que recebe e-mails ou contatos virtuais. A melhor maneira de ajudar este profissional (que, aliás, pode estar buscando justamente Você!) é oferecer um material profissional de trabalho. Não corra o risco de parecer amador ou imaturo em sua apresentação, pois - especialmente no Brasil - têm-se a questão do "jeitinho brasileiro", da flexibilidade total de caráter e do discurso, que as organizações não aprovam. Tente gerar empatia e confiança em suas competências.

Faça o percurso contrário de milhares de candidatos a uma vaga: revise sua apresentação de forma que possamos ver, através dela, o que você indica possuir. Ensaie o que vai dizer e como se comportará, além de pesquisar tudo sobre a vaga. Naturalmente, além de tarefa técnica, conforme pudemos comentar, existe outro ponto importantíssimo a ser considerado. Se o caminho virtual da comunicação, por exemplo, como um simples e-mail, se dá em termos de campo de transmissão eletrônico-energético, via computador, então falamos de decodificação de energia. Então, use a mais poderosa energia à sua disposição e modifique o trajeto de seu currículo. Faça, através de seu pensamento que ele encontre o caminho até as mãos daquela pessoa que poderá avaliá-lo corretamente e oferecer a possibilidade de trabalho. Se ele estiver a contento, será como bater na porta. E ela se abrirá. A fé, aplicada às coisas práticas, nada mais é do que a manifestação de um campo de energia, que por sua vez pode fazer toda a diferença. Sem ela, as montanhas são muito difíceis de mover.

Naturalmente, para os que fazem a aposta na transcendência, diria filosoficamente Pascal. Se não é o caso, paciência. Ao menos, refaça seu currículo ou delete meu e-mail de sua lista.

Publicado em 23/03/2010 no www.RH.com.br.


terça-feira, 6 de julho de 2010

4º Encontro do Grupo de Estudos de POT - histórias sobre Currículos de Natália Matheus e Marcos Anibal

Olá!!! Ontem (05/07/2010) foi o 4º encontro do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com a presença de Gretta Souza, Lara Ferreira, Marcos Anibal, Natália Matheus, Priscila Emílio e eu como mediadora.

Iniciamos com a apresentação de Natália, que participou do grupo contando sobre suas experiências no Projeto Currículo realizado no Unisalesiano de Lins SP com a minha supervisão.

O Projeto Currículo, como já comentei em outras postagens, foi elaborado com o objetivo de ajudar alunos formandos e comunidade na elaboração de um currículo profissional que atendesse as exigências do mercado de trabalho, além de dar dicas sobre como procurar o emprego ideal e de comportamentos na hora da entrevista, através de uma palestra informativa de 1 hora e 1/2 de duração e de um Plantão para atendimento individual e análise do currículo elaborado. Este projeto foi realizado no segundo semestre de 2008 e no ano de 2009. Segundo a Natália o projeto está parado desde que mudou a supervisora. Não se sabe se haverá continuidade.

Natália comentou que o Projeto Currículo foi uma experiência muito importante, tanto para os que participaram como para ela, e que a palestra mais marcante foi com uma turma da CEMIC (de jovens aprendizes de Lins) devido a forma de participação dos integrantes. Uma das coisas que mais ficou desta experiência, de acordo com Natália, foi ver a dificuldade das pessoas em discernir o que realmente é importante colocar no currículo e como colocar. Lamenta por não ter dado contnuidade ao projeto porque até hoje os alunos a procuram em busca de ajuda.

Uma das discussões surgidas no relato da Natália foi a questão das pessoas "mentirem" no currículo, colocar dados que não existem ou que não são exatamente como estão descritos. O grupo concordou que isso realmente acontece e que é melhor colocar a verdade no currículo mesmo que diminua as chaces de participarem de um processo de seleção, pois a empresa contratante acaba descobrindo a mentira e não contratando da mesma forma, além disso a pessoa fica "queimada" com o comportamento anti-ético. Segundo o grupo, a escolaridade é uma das coisas que as pessoas mais acabam mentindo por ser uma das competências mais exigidas atualmente.

Marcos deu continuidade a discussão contando suas experiências no Recrutamento e Seleção da UNILEVER, uma indústria de produtos alimentícios, de higiene pessoal e de limpeza, de grande porte localizada em Goiania GO. Relatou que nos currículos analisados por ele os homens eram os de menor grau de escolaridade, principalmente, sem o ensino médio completo. Disse que antes de recrutar para a entrevista de emprego questionava o candidato sobre o grau de escolaridade descrito no currículo e acabava identificando que muitos haviam mentido. Falou que os melhores operários eram os nordestinos e eles são os de menor grau de escolaridade o que pode dificultar unir formação com prática profissional. Segundo Marcos a avaliação começa na "porta", ou seja, no caso da UNILEVER, quando os candidatos vão preencher a ficha de emprego.

Uma outra experiência relatada pelo Marcos, que seria engraçada se não fosse trágica, rs, é a de ser vítima da falta de entendimento daqueles que não são contratados. Ele relatou duas histórias: de uma pessoa que saiu gritando pelo corredor da organização indignada por não ter sido selecionada (pois são os responsáveis pela área que escolhem os candidatos aprovados) e de outra que o ameaçou por telefone após ter entregue o currículo e não ter sido recrutado por não ter o grau de escolaridade exigido. Diante deste relato surgiu no grupo a discussão sobre como devemos comunicar as pessoas que não foram selecionadas e no consenso ficou estabelecido pelo grupo que a melhor forma é ser político, falar somente o que for necessário, sem detalhes e de preferência não pessoalmente. De acordo com o Marcos, sua equipe não teve grandes problemas porque era organizada e detalhista.

O grupo também discutiu sobre as diferentes reações das pessoas diante da notícia de que não foi selecionado, que podem ser de personalidade e cultural.

Conhecer as histórias de Marcos e Natália nos faz perceber que muitos são os detalhes que envolvem a elaboração e análise de um currículo. Para aqueles que estão elaborando fica a dica de que a verdade é a melhor maneira de obter sucesso na hora de ser recrutado e para os que irão analisar um currículo fica a dica de que checar os dados é a melhor forma de evitar futuros problemas no processo de seleção.

O próximo encontro será no dia 12/07/2010 às 14 hs pelo MSN psicorienta_danielle@hotmail.com com o tema Entrevista de Emprego com o Marcos como co-mediador da discussão.

Abraços a todos que nos seguem!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Experiêncas Profissionais de Gretta Souza - 3º Encontro do Grupo de Estudos de POT

Olá!!! Hoje foi o 3º Encontro do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho. Estavam presentes: Cleverth, Gretta, Lara e Marcos. O assunto discutido foi Experiências Profissionais, com o objetivo de aprender através das experiências alheias.

Como sempre, foi incrível. E quem dividiu suas experiências foi Gretta Souza.

Abaixo seguem trexos do grupo!!! Espero que gostem como nós gostamos!!!

Danielle: Gretta, conte-nos sobre sua experiência profissional. Como foi a sua escolha pela psicologia?

Gretta: Eu nuca tive dúvida que queria Psicologia, desde meus 12 anos, por aí. Fiz magistério para ter psicologia como disciplina. Depois entrei na faculdade, tendo dúvidas apenas nas outras opções que tinha que colocar no vestibular. No primeiro ano de faculdade já fui procurar algo dentro da psicologia a ser feito, como voluntária e batendo de porta em porta, em algumas escolas, consegui um emprego. Pensei em escolas devido ao magistério, achei que poderia conciliar as duas coisas e aprender bastante na área. Porém, foi muito mais que isso. Consegui um estágio extra curricular na área de excepcional. Inclusive, sempre fui atrás de estágios, de trabalho voluntário, sem esperar da faculdade, que só oferecia isto no último ano. Fui voluntária com excepcionais, depois com violência doméstica e depois ainda com hospitalar. Hoje sou voluntária na ABCC de combate ao Cancêr em Bauru há alguns anos. Depois que me formei, fiz especialização em Corporeaneo Reichiana.

Danielle: Você descobriu durante ou depois da faculdade que queria partir para a área clínica?

Gretta: No último ano de faculdade, já tinho feito arte terapia e comecei a fazer terapia corporal, que me encantou!

Danielle: Deve ser muito interessante esta área, pode nos contar melhor?

Gretta: Claro! Neo Reichiana vem do Lowen, depois de Freud, Alexandre Lowen, que trabalha com bioenergética, couraças musculares, bloqueios de energia, através de exercícios corporais e também da fala. Grupos de movimentos corporais, terapia individual.

Danielle: Como foi logo após a sua formação? Você tinha algo certo para trabalhar?

Gretta: Já tinha a Clínica junto com uma amiga que se formou primeiro e sempre acompanhou minhas buscas, meus estágios, etc. De certa forma, sinto que me formei segura pois já tinha tais experiências e nunca me faltou clientes. Estou formada há sete anos.

Danielle: Recordando aqui, estudamos juntas na USC e você acabou trocando de faculdade, foi para UNIP no decorrer do curso. Por quê?

Gretta: Eu sai da USC, porque meu pai e meu irmão, também universitários na época, coseguiram um bom desconto na UNIP. Porém, antes de sair da USC, pesquisei o que tinha em uma faculdade e o que não na outra, e assim vi que hospitalar eu não teria na UNIP, então, antecipei essa disciplina antes de sair da USC. Consegui fazer estágio voluntário no hospital da cidade de Agudos SP e foi maravilhoso. Até hoje o pessoal de lá fala do meu trabalho. Quando a gente sabe o que gosta, fica mais fácil. Depois, que fui para UNIP, minha turma conseguiu, através da minha insistência, confesso, oportunidade de fazer estágio nos hospitais de Bauru. E toda minha experiência anterior foi fundamental aqui. Enquanto cada aluno ficava com um caso, ou uma área, eu estava em vários locais dentro do hospital. Fiz projetos, atendia mais um dia, queria ter toda experiência possível antes da formação e realmente, pedia atenção aos supervisores e professores, é o respaldo que temos enquanto estudantes. Hoje trabalho com uma antiga professora, que me convidou para trabalhar com ela na clínica. Pegamos casos em comum, etc. Isso é gratificante!

Danielle: Logo que você iniciou na clínica já conseguiu clientes? Como foi?

Gretta: Sim! Eu comecei tendo dois clientes, que vieram de uma amiga. Depois outros que foram surgindo dos contatos dos estágios. Fiz cartas de apresentação e levei aos médicos e instituições. E fui atrás de mais clientes, de outros profissionais. Acredito muito no trabalho em equipe. Hoje faço parte de uma clínica com outros profissionais: dentista, fonoaudiólogo, terapeuta familiar e casal e fisioterapeuta. Aprendi muito com isso. Sempre quis trabalhar em equipe, mas com o tempo percebi que nem todos os profissionais da saúde querem isso. Também fiz algumas coisas em RH, poucas coisas.

Danielle: Você escreve para uma revista de adolescentes e faz Orientação Psicológica On-line. Pode contar?

Gretta: Sim. Sou consultora de revista para adolescentes e pais, são três anos. O interessante é que depois da revista todos os dias, TODOS OS DIAS, tem pessoas me procurando por e-mail e foi daí que surgiu a idéia de fazer as orientações on-line. Procurei o Conselho Regional de Psicologia para saber como poderia atuar nessa área, cobrar. Fui informada que teria que ter um site para intermédio. Fiz o site e em fevereiro recebi o credenciamento. Demorou um pouco, devido burocracias, são muito profissionais.

Danielle: Como estão suas orientações hoje? É viável o trabalho on-line?

Gretta: Tem sido bom, depois que participei de uma entrevista no Jornal da Cidade de Bauru e na TV Record, pessoas me procuram de outras cidades, como Garça, Sorocaba, Araçatuba, além de clientes antigos que mudaram de cidade e não querem abandonar. Mas tem que ter paciência, divulgar sempre, ir atrás mesmo. Eu quero trabalhar mais on-line, principalmente, agora que estou prestes a ter um bebê. Enfim.

Gretta também dividiu a importância de ter pulso firme na hora de negociar os honorários com os clientes, nos deixando o seguinte questionamento: Quanto vale a sua saúde psíquica???

Conhecer as experiências de Gretta fez o grupo entender a importância da determinação durante toda a vida, que não se pode esperar a formação para iniciar a batalha por um lugar no mercado de trabalho!

Obrigada, Gretta! Foi demais!!!

E até breve. O próximo encontro de POT é dia 05 de junho de 2010.
beijos...