Iniciamos com a apresentação de Natália, que participou do grupo contando sobre suas experiências no Projeto Currículo realizado no Unisalesiano de Lins SP com a minha supervisão.
O Projeto Currículo, como já comentei em outras postagens, foi elaborado com o objetivo de ajudar alunos formandos e comunidade na elaboração de um currículo profissional que atendesse as exigências do mercado de trabalho, além de dar dicas sobre como procurar o emprego ideal e de comportamentos na hora da entrevista, através de uma palestra informativa de 1 hora e 1/2 de duração e de um Plantão para atendimento individual e análise do currículo elaborado. Este projeto foi realizado no segundo semestre de 2008 e no ano de 2009. Segundo a Natália o projeto está parado desde que mudou a supervisora. Não se sabe se haverá continuidade.
Natália comentou que o Projeto Currículo foi uma experiência muito importante, tanto para os que participaram como para ela, e que a palestra mais marcante foi com uma turma da CEMIC (de jovens aprendizes de Lins) devido a forma de participação dos integrantes. Uma das coisas que mais ficou desta experiência, de acordo com Natália, foi ver a dificuldade das pessoas em discernir o que realmente é importante colocar no currículo e como colocar. Lamenta por não ter dado contnuidade ao projeto porque até hoje os alunos a procuram em busca de ajuda.
Uma das discussões surgidas no relato da Natália foi a questão das pessoas "mentirem" no currículo, colocar dados que não existem ou que não são exatamente como estão descritos. O grupo concordou que isso realmente acontece e que é melhor colocar a verdade no currículo mesmo que diminua as chaces de participarem de um processo de seleção, pois a empresa contratante acaba descobrindo a mentira e não contratando da mesma forma, além disso a pessoa fica "queimada" com o comportamento anti-ético. Segundo o grupo, a escolaridade é uma das coisas que as pessoas mais acabam mentindo por ser uma das competências mais exigidas atualmente.

Uma outra experiência relatada pelo Marcos, que seria engraçada se não fosse trágica, rs, é a de ser vítima da falta de entendimento daqueles que não são contratados. Ele relatou duas histórias: de uma pessoa que saiu gritando pelo corredor da organização indignada por não ter sido selecionada (pois são os responsáveis pela área que escolhem os candidatos aprovados) e de outra que o ameaçou por telefone após ter entregue o currículo e não ter sido recrutado por não ter o grau de escolaridade exigido. Diante deste relato surgiu no grupo a discussão sobre como devemos comunicar as pessoas que não foram selecionadas e no consenso ficou estabelecido pelo grupo que a melhor forma é ser político, falar somente o que for necessário, sem detalhes e de preferência não pessoalmente. De acordo com o Marcos, sua equipe não teve grandes problemas porque era organizada e detalhista.
O grupo também discutiu sobre as diferentes reações das pessoas diante da notícia de que não foi selecionado, que podem ser de personalidade e cultural.
Conhecer as histórias de Marcos e Natália nos faz perceber que muitos são os detalhes que envolvem a elaboração e análise de um currículo. Para aqueles que estão elaborando fica a dica de que a verdade é a melhor maneira de obter sucesso na hora de ser recrutado e para os que irão analisar um currículo fica a dica de que checar os dados é a melhor forma de evitar futuros problemas no processo de seleção.
O próximo encontro será no dia 12/07/2010 às 14 hs pelo MSN psicorienta_danielle@hotmail.com com o tema Entrevista de Emprego com o Marcos como co-mediador da discussão.