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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pais e filhos versus Mercado de Trabalho

Olá!!! A Educação sempre foi uma das maiores preocupações dos pais, que desejam um futuro promissor para seus filhos. Muitas vezes investem em escolas particulares e cursos extras de idiomas, informática e agora o Kumon tem sido muito procurado, por ser um método individualizado de estudo autodidático, criado em 1958 no Japão, por um pai que queria o melhor para seu filho, como qualquer um de nós.

Todo esse investimento em educação, na verdade nada mais é, que tentar proporcionar ao filho "um lugar no Mercado de Trabalho" ou quem sabe fazer deste filho parte dos empregadores do Mercado de Trabalho. Sabe-se que a o conhecimento é uma das competências exigidas nos dias de hoje pelas organizações e a capacidade de se auto instruir vem de encontro com essa tendência.

Porém, também se sabe que o conhecimento é só uma das competências que o Mercado de Trabalho exige, além disso temos as habilidades para realização das tarefas, que envolve talento e treino e as atitudes e comportamentos, que envolvem a personalidade do indivíduo e sua capacidade de agir com proatividade diante das situações. Sendo assim, o que os pais tem feito para ajudar seus filhos?

Algumas pessoas terão mais facilidade para o sucesso profissional por ser um traço de sua personalidade características como: liderança, determinação, persistência e ousadia; outras pessoas precisarão desenvolver essas características diariamente através da resolução de problemas corriqueiros ou complexos. Portanto, os pais precisam pensar em dar mais autonomia para seus filhos. Deixar que as crianças comecem a decidir coisas do seu dia-a-dia, como por exemplo: o lanche que levarão a escola, a roupa que usarão para um passeio, o brinquedo que levarão na viagem, como gastar a mesada (claro que com orientações do tipo: escolha uma roupa nova de frio para sairmos - as palavras nova e frio indicarão o tipo de roupa que a criança deve escolher, mas não tirará dela a autonomia); também como deixar o adolescente escolher que curso universitário seguir, mesmo que depois dessa escolha, já lá na faculdade, ele resolva desistir. Tentativa e erro, sempre foi uma das melhores formas de aprendizado.

Uma outra coisa para se refletir é que os pais são modelos para os filhos, que desde de pequenos começam a perceber os fatores positivos e negativos da vida pelos relatos e comportamentos dos pais. Portanto, se o trabalho para os pais é um sacrifício, assim este pode ser visto como sacrifício pelos filhos; o mesmo se o trabalho for gratificante e recompensador.

A relação com o dinheiro também é um fator decisivo para o sucesso profissional. Pessoas que vêem o dinheiro como o fim e não como o meio, ou seja, estão focadas apenas no montante e não no que o dinheiro proporciona: sobrevivência, relações sociais, estima, bens materiais, realização de sonhos... podem acabar fazendo escolhas erradas, baseadas em status e não na realização do trabalho em si. Os pais devem estar atentos nos valores que apresentam aos seus filhos e na superficialidade em que vivem os momentos e os bens adquiridos. Crenças são repassadas de geração para geração: "tudo que vem fácil vai fácil", "de grão em grão a galinha enche o papo", "o olho do dono engorda o gado".

Enfim, não dá para garantir que os cuidados dos pais para os filhos vão proporcionar um futuro profissional de sucesso, porque na hora do vamos ver, são os filhos que terão que agir, usar todo esse investimento e orientações a seu favor; mas uma coisa é certa a probabilidade de sucesso é maior do que se os pais não fizerem nada para ajudar os filhos!!! Então, "melhor pecar pelo excesso do que pela falta"??? Também, não!!! O excesso de preocupação com o futuro dos filhos pode ser visto por eles como "pressão" e desenvolver uma ansiedade demasiada e uma insegurança quanto suas próprias competências, características essas que não colaboram para um bom lugar no Mercado de Trabalho.

Espero que tenham gostado!!! Deixem comentários, sugestões e quem sabe sua história profissional!!! Abraços!!!

Obs.: Tema do 12º do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho realizado no mesmo dia da publicação.

Referências