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sábado, 31 de julho de 2010

Tomando Café ou Apreciando Xícaras?

Olá! Sabadão como esse, um cafezinho não poderia faltar. Um café unido a sabedoria de vida então, indispensável!

Meu amigo, Anderson Zambonato, me enviou, mais uma daquelas histórias que deixam a gente refletindo sobre nossas atitudes! Espero que gostem!

Saboreie seu café...

Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade. Em pouco tempo a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras. Porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.

Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse: “Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.

O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de vida que vivemos. Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu”.

E aí, tomando café ou apreciando xícaras?
 
Amei mais uma vez!!!
 
Agradecendo: Anderson Zambonato, amigo querido que tantos cafés tomamos juntos! Saudades de ti!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pessoas que Transformam Problemas em Oportunidades

Recebi nessa manhã um e-mail de um querido amigo, Anderson Zambonato, contanto uma história real de uma pessoa que transformou um problema na sua maior oportunidade profissional.

Já havia ouvido histórias semelhantes, mas essa vale muito a pena dividir com vocês, aí vai.

"O Porteiro do Puteiro."

Não havia no povoado pior ofício do que 'porteiro do prostíbulo'. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.

Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções. Ao porteiro disse:

- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.

- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!

- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.

- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.

- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.

- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que..

- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.

- Se é assim, está bom.

Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?

- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.

- Façamos um trato - disse o vizinho.

Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias.... aceitou. Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: 'não disponho de tempo para viajar para fazer compras'. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ... E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:

- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.

- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.

- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: - O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?

- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma. - Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: 'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas. Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e, acima de tudo, reconhecer suas virtudes.

Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado......... Sr. Tramontina ...


Espero que tenham gostado! Como sempre adorei dividir com vocês!

Agradecendo: Anderson Zambonato

terça-feira, 27 de julho de 2010

O que você acha da Entrevista por Competências? 6º Encontro do Grupo de POT

Agradecendo os participantes do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho: Gretta, Marcos e Priscila, também como as novas participantes: Natália Santos e Julliana Maiolino ambas Psicólogas e futuras especialistas em Gestão de Pessoas.

O Tema do encontro foi Entrevista de Emprego e outras Técnicas de Avaliação na Seleção, porém o que pautou mesmo a discussão foi o que os integrantes consideram na Entrevista por Competências.

Muito se fala sobre Entrevista por Competências, mas quais são as vantagens e desenvantagens desta técnica de seleção de pessoas?

Segundo Maria Rita Gramigna no site http://www.rh.com.br/ (2003) a Entrevisrta por Competências é uma "entrevista individual de avaliação realizada por especialista, com o objetivo de identificar potenciais nas competências imprescindíveis para o cargo. Realizada com roteiros pré-estabelecidos com base em perfis de competências desejáveis".

Arthur Narciso no Blog Gestão por Competências (2009) diz que a Entrevista por Competências é de fundamental importância para as organizações que usam a Gestão por Competências, porém para ser eficaz o entrevistador precisa ter bem claro quais são as competências a serem identificadas no candidato: "Competências essências na empresa, competências funcionais no departamento que necessita do recurso e por fim as competências individuais que procuramos para a vaga em causa".

De acordo com o grupo de estudos, a maior vantagem da Entrevista por Competências é a capacidade que ela tem de trazer do passado comportamentos vivenciados pelos canditados que mostram seus conhecimentos e habilidades. Baseada na premissa de que as pessoas tendem a repetir bons comportamentos e evitar comportamentos que não trouxeram bons resultados a Entrevista por Competências só atinge sua eficácia quando bem realizada, quando o profissional realmente tem a habilidade para identificar nas respostas dos candidatos as competências esperadas. Caso contrário de nada adiantará.

Para o grupo a desvantagem da Entrevista por Competências está na incerteza de que os comportamentos passados realmente serão repetidos no futuro, que o candidato pode inventar situações vividas, manipulando o resultado da entrevista.

Na minha opinião, hoje não existe uma forma mais adequada do que a Entrevista por Competências para identificar as pessoas certas para as vagas de empregos. Aquela velha técnica de entrevista com perguntas do tipo: o que você acha do trabalho em equipe? Como você vê a sua liderança no trabalho? Você gosta de trabalhar sobre pressão? entre outras, me remete a uma manipulação bem maior. Eu diria que adoro trabalho em equipe, que a minha liderança é otima e que trabalho sobre pressão faz parte da minha vida, sempre! rs Afinal, estas perguntas pedem respostas positivas.

Enfim, como tudo nessa vida, o bom resultado vem de um trabalho bem feito, onde usamos sabedoria, persistência e amor!!!

Beijos a todos!!!


Referências
http://gestaodecompetencias.blogspot.com/2009/02/entrevista-por-competencias.html
http://www.rh.com.br/Portal/Recrutamento_Selecao/Artigo/3696/selecao-por-competencias--garimpando-talentos-e-potenciais.html

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Relações e Posses

Olá! Ontem ao ler o texto Dedique-se no blog http://hojesempree.blogspot.com/2010/07/dedique-se.html da minha amiga querida Meire, refleti o quanto as pessoas não se dedicam aos outros mais sim querem dominá-los com suas regras, desejos, ciúmes, desconfianças, inseguranças...

Lembrei-me de uma história ouvida há muito tempo cujo o autor nem sei quem é e o título, também desconheço, mas eu nomei:

O BOLO DE CHOCOLATE

Alguns podem até conhecê-la porque sempre que posso conto essa história nas aulas e treinamentos, mas aqui vai:

Um casal vivia junto havia mais de 10 anos, era um relacionamento estável e eles pareciam muito felizes. Porém como todo casal algumas coisas os diferenciavam e isso gerava desentendimentos entre eles.

A mulher era mais aberta e sempre dizia o que pensava, conseguia dividir com ele suas angústias. O homem já era uma pessoa mais fechada e geralmente não dava continuidade as discussões o que acaba gerando mais conflito entre o casal, porque a mulher queria que ele falasse, discutisse, pelo menos assim ela saberia o que passava pela cabeça dele.

Sempre que eles "brigavam" a mulher como uma prova de amor ou até mesmo arrependimento, fazia um lindo e delicioso bolo de chocolate para o marido. Pensando que ao comerem o bolo juntos poderiam conversar sobre os problemas de uma forma mais tranquila e amorosa. Mas, o marido, era indiferente ao bolo, ele comia um pequeno pedaço e aceitava sem discutir a atitude da mulher como um pedido de desculpas. Diante desse comportamento do marido, a mulher se indignava achando que comer um pequeno pedaço do seu lindo e delicioso bolo era mais uma provocação.

Um dia, depois de mais uma discussão, a mulher fez o bolo de chocolate para a reconciliação, deu um pedaço generoso ao marido, que agradeceu e comeu um pequeno pedaço. A mulher desta vez não aguentou e questionou o porque de sua atitude. O marido considerando o carinho da mulher, primeiro disse que não estava com fome, que acabara de jantar e tal, mas a mulher insistiu e chegou a acusá-lo de provocação. O marido com muito jeito disse que NÃO GOSTAVA DE BOLO DE CHOCOLATE, que desde de criança nunca comeu bolo de chocolate e que comia pelo menos aquele pequeno pedaço para não desagradá-la ou piorar a situação entre eles.

A mulher envergonhada se desculpou e depois de 10 anos de casada resolveu perguntar: e de qual bolo você gosta?

Moral da história: Amar significa conhecer, respeitar as diferenças. Se você não ama o que o outro é, não ama o outro!!!

Quando for dar um presente ao outro, dê o que ele quer receber e não o que você gostaria de ganhar! Esse pode ser o maior erro de uma relação.

Espero que tenham gostado! Eu amei dividir isso com vocês! bjs

quarta-feira, 21 de julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Entrevista de Emprego - 5º Encontro do Grupo de POT

Olá!!! Segunda dia 12/07/2010 foi o 5º Encontro de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com a participação de Gretta Souza, Lara Ferreira e Cleverth. O assunto discutido pelo grupo foi Entrevista de Emprego.

Sobre o tema, muito se pode discutir, o grupo focou no ambiente da entrevista e o papel do Psicólogo neste ambiente e sobre as perguntas a serem realizadas ao candidato.
A Entrevista de Emprego é uma técnica de Seleção de Pessoas que tem como objetivo identificar no candidato as competências necessárias para o cargo pretendido. Ela pode ser realizada por profissionais da Administração, Psicologia e outras áreas afins, desde que esses tenham habilidade para investigar, analisar, identificar características da personalidade e do comportamento. A Entrevista pode ser feita individualmente ou em grupo, dependendo da intensidade da análise a ser realizada.

Como a Entrevista é um momento muito tenso para quem vai ser entrevistado, é muito importante que ela seja realizada num local confortável, com pouco barulho, de preferência que esteja presente somente o entrevistador e o(s) entrevistado(s). Como o entrevistador precisa de concentração para verificar as competências do candidato é necessário que não haja interrupções de nenhuma espécie: atender telefone, pessoas, chat´s, etc. Considerando também que essas interrupções podem ser consideradas pelo candidato como falta de respeito ou de atenção com ele.

Algumas empresas podem não ter disponíveis locais ideais para a entrevista, portanto cabe ao entrevistador improvisar, amenizando as possíveis interferências, principalmente, conduzir a entrevista de forma que o candidato consiga se sentir confortável e seguro para responder as perguntas. Um ponto importante aqui é que o ambiente psicológico é mais importante que o físico, sendo o ambiente psicológico determinado pela postura ética do entrevistador, que dá segurança e confiança ao entrevistado.
O entrevistador deve conduzir a entrevista com foco em identificar se o candidato possui o perfil de competências necessário para o cargo disponível, por isso é muito importante que ele prepare um roteiro de perguntas que o direcione a encontrar a pessoa certa. As perguntas da entrevista devem ser perguntas abertas, ou semi-abertas, ou seja, que exija do candidato respostas mais completas sobre o assunto abordado. Perguntas que levem as respostas sim ou não precisam de complementos, como: e como foi? Como reagiu? Conte-nos? Saber qual e como fazer a pergunta é a chave para obter um bom resultado na Entrevista.

Hoje, a técnica de Entrevista mais utilizada é a Comportamental, onde as perguntas são direcionadas ao passado do candidato, defendendo a tese de que as pessoas tendem a repetir comportamentos, principalmente, aqueles que trouxeram resultados positivos. Na Entrevista Comportamental o entrevistado é direcionado a contar histórias de sua vida profissional ou pessoal, que mostram como tende a se relacionar com as pessoas, a exercer liderança e comunicação, como trabalham sobre pressão, se são criativo no dia-a-dia de trabalho, entre outras coisas.
Os participantes do encontro se mostraram muito interessados pelo tema e ficou determinado que se dará continuidade a como e quais perguntas realizar diante de cada cargo e sobre outras técnicas de seleção que complementam a Entrevista.

O 6º Encontro de Psicologia Organizacional e do Trabalho será realizado no dia 19/07/2010 às 14hs no MSN psicorienta_danielle@hotmail.com .
Mais uma vez foi um prazer dividir esse momento com vocês!!! Beijos a todos que seguem esse blog.
E até mais. Abraços!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Ficha e o Candidato - Luís Sérgio Lico

Olá!!! Na minha última postagem falei sobre histórias de currículos retiradas do grupo de estudos de POT e fazendo a leitura de uns artigos encontrei Luís Sérgio Lico contando como respondeu a um e-mail que lhe enviaram com um currículo. Recomendo a leitura! Beijos...

Luís Sérgio Lico é Filósofo, Consultor, Escritor e Conferencista. Desenvolve Treinamentos Organizacionais Transformadores e Palestras de Alto Impacto em Motivação.

Nestes tempos de "aceleração" de consumo, estamos às voltas com uma massa inumerável de solicitações, pedidos e tentativas de venda, que nos chegam diariamente. Entre elas, os pedidos daqueles que procuram por uma posição no mercado de trabalho. A tentativa é legítima e, eu mesmo quando posso, repasso vagas à minha rede de contatos. Mas, quem se der ao trabalho de analisar, mais detalhadamente as informações que aterrissam em nossos e-mails, pode ficar seriamente desmotivado. Toda vez é a mesma coisa: Eu não anunciei nada, mas chove currículos em minha caixa postal. Imagine nas máquinas dos selecionadores...

Outro dia, um destes currículos me chamou a atenção. Não deveria, mas resolvi responder, enumerando os equívocos, dando dicas, corrigindo heresias mesmo correndo o risco de não ser compreendido. Depois que enviei a missiva (um e-mail de 10 parágrafos pode apavorar as pessoas, que normalmente tem dificuldades para ler mais que 4 linhas), vi que poderia dar destinação mais útil à discussão, caso propagasse a informação a todos que vagam na erroneamente da Web, procurando uma nova colocação e não sabem o motivo de ninguém os veem. As dicas abaixo podem ajudar a sua visibilidade, se estiver disposto a ler até o final.

Ah! É claro que o destinatário não respondeu, então vejam vocês o que aproveitam deste pequeno manual de marketing estratégico para desempregados. Sem ironia!

Caro amigo:

Recebi seu currículo, embora não haja solicitado ou tenha vagas. Mas, em seu panfleto, não pude deixar de notar coisas que, certamente manterão você na sombra do desemprego por muito tempo. Por exemplo, no e-mail há um pedido para encaminhamento. Eu não lhe conheço e você antes de me dar bom dia, pede que eu encaminhe seu material. Nestes tempos modernos, não confie que alguma pessoa irá enviar suas mensagens "aos cuidados de...", só porque está no campo assunto. O comportamento mais provável é deletar, imediatamente, o incômodo e-mail. Esqueça tudo o que lhe ensinaram (se for o caso) e inove. Ainda mais se tem pretensões na área de vendas! Para buscar algo, o mínimo necessário é saber o que se deseja, descobrir como fazê-lo e, principalmente, direcionar seus esforços com eficiência.

Pense bem: hoje em dia, com a massificação e a facilidade das comunicações e das instâncias virtuais interativas, padecemos de um gigantesco overflow. Quer dizer: excesso de demanda informativa e aumentos diários na carga de trabalho, fato este que leva - principalmente um selecionador - a desconsiderar quaisquer solicitações fora do quadrado. Mude a estratégia e foque onde você tem mais chances. Analisar seus pontos fortes e fracos já é um começo para isto. Se você é vendedor, cuidado: Saber oferecer é tudo. Venda inteligentemente e não arduamente (sell smarter, not harder). Aliás, o que você quer mesmo vender? Você não disse!
Depois, faça um esforço e pense em cenários, não apenas em sua necessidade de trabalho. O seu currículo tem que cumprir a proeza hermenêutica de informar, convencer e comprovar os fatos ali narrados. Se possível, em uma só folha, no máximo duas. Além disso, a apresentação deve especificar detalhes de suas competências e suas realizações, não de sua autopercepção (seus elogios auto-referenciais). Desculpe, mas em nível organizacional, ninguém quer saber o que você acha de si mesmo, apenas se possui ou não experiência e conhecimento suficiente. Deste modo é imperativo listar as realizações, os detalhes sobre operações e as responsabilidades no histórico profissional - de forma estruturada e compatível com a escolaridade informada. Aliás, quando puder volte a estudar, pois o futuro já chegou. Não dá para deixar um departamento na mão de uma pessoa que não esteja atualizada ou há décadas longe da faculdade.

E mesmo que você seja um expert, repetir a mesma descrição é ponto negativo no currículo, bem como informar áreas discrepantes ou não complementares, pois o seu foco é em desenho industrial, vendas ou treinar os funcionários de seus clientes? A redação pode comprometer mesmo o profissional capacitado. A ânsia de enumerar qualidades acaba tendo o efeito oposto ou você acha mesmo que o selecionador deveria pesquisar sobre dados adicionais? Ele não tem tempo para isto, e, francamente não se interessa por você mais que três minutos...

Outra coisa é a falta de objetivo: currículos sem mencionar área ou cargo não passam nem pela primeira peneira. Se você tem experiência em multinacionais, porque não conta mais detalhes sobre suas realizações? Aliás, se você sabe alguma coisa de diferente ou pode abordar a questão em termos práticos, por que não fazer? Faltou o dizer de suas funções. Descrição de cargo não é atestado de competência, o que importa é a quantidade de responsabilidades e a maturidade técnica e psicológica do candidato. Nomenclatura corporativa é mero amortecedor psicológico que pode esconder coisas estranhas e atividades operacionais. Chefe de observação de frota, pode ser um charmoso epíteto para zelador de garagem. Como você comprovaria sua descrição funcional, caso fosse solicitado? E em relação à qualidade?

Parei para lhe responder, porque acredito que estas dicas lhe ajudarão. Você é parte de uma questão importante no cenário do mercado de trabalho, ou seja: a eficácia da divulgação de currículos e quais os canais existentes - inclusive as formas-padrão aceitáveis para se fazer "achar" pelos futuros e/ou prováveis empregadores. Claro que não entrarei no mérito ético de questionar o óbvio: são sociopatias excludentes, que designam estes padrões e muitos podem ser acusados de alto teor de lesa-humanidade. No entanto, são moedas correntes nas práticas de seleção e ninguém irá tirar o foco dos resultados. A lei envelheceu e há uma determinação econômica do mundo. Perdemos de certo modo o elã humano, pela sujeição a novas instâncias: somos contribuintes, consumidores e cidadãos. O desempregado, normalmente é um profissional invisível. Mas, esta é justamente a sua montanha, cabe a você movê-la. Não fique aí, parado! Tente aprender as novas linguagens e supere obstáculos. Reinvente sua carreira através da atualização e considere outras formas de atuação profissional. Se quiser, acesse meu site e baixe meu artigo sobre os currículos modernos, veja outras fontes também.

O grande problema é que, devido à velocidade exponencial das mudanças, a terceirização de recrutamento é uma realidade. As empresas lançam um desafio em forma de perfil e os profissionais identificados como aderentes a ele são selecionados. Normalmente não se vê o entorno demográfico, ou seja, o capital humano em suas relações com o meio social, assim, para não falar muito difícil, podemos concluir que, a grande jogada, atualmente é aumentar as chances de ser notado e selecionado. Para isso, deve evitar tudo o que irrita aquele que recebe e-mails ou contatos virtuais. A melhor maneira de ajudar este profissional (que, aliás, pode estar buscando justamente Você!) é oferecer um material profissional de trabalho. Não corra o risco de parecer amador ou imaturo em sua apresentação, pois - especialmente no Brasil - têm-se a questão do "jeitinho brasileiro", da flexibilidade total de caráter e do discurso, que as organizações não aprovam. Tente gerar empatia e confiança em suas competências.

Faça o percurso contrário de milhares de candidatos a uma vaga: revise sua apresentação de forma que possamos ver, através dela, o que você indica possuir. Ensaie o que vai dizer e como se comportará, além de pesquisar tudo sobre a vaga. Naturalmente, além de tarefa técnica, conforme pudemos comentar, existe outro ponto importantíssimo a ser considerado. Se o caminho virtual da comunicação, por exemplo, como um simples e-mail, se dá em termos de campo de transmissão eletrônico-energético, via computador, então falamos de decodificação de energia. Então, use a mais poderosa energia à sua disposição e modifique o trajeto de seu currículo. Faça, através de seu pensamento que ele encontre o caminho até as mãos daquela pessoa que poderá avaliá-lo corretamente e oferecer a possibilidade de trabalho. Se ele estiver a contento, será como bater na porta. E ela se abrirá. A fé, aplicada às coisas práticas, nada mais é do que a manifestação de um campo de energia, que por sua vez pode fazer toda a diferença. Sem ela, as montanhas são muito difíceis de mover.

Naturalmente, para os que fazem a aposta na transcendência, diria filosoficamente Pascal. Se não é o caso, paciência. Ao menos, refaça seu currículo ou delete meu e-mail de sua lista.

Publicado em 23/03/2010 no www.RH.com.br.


terça-feira, 6 de julho de 2010

4º Encontro do Grupo de Estudos de POT - histórias sobre Currículos de Natália Matheus e Marcos Anibal

Olá!!! Ontem (05/07/2010) foi o 4º encontro do Grupo de Estudos de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com a presença de Gretta Souza, Lara Ferreira, Marcos Anibal, Natália Matheus, Priscila Emílio e eu como mediadora.

Iniciamos com a apresentação de Natália, que participou do grupo contando sobre suas experiências no Projeto Currículo realizado no Unisalesiano de Lins SP com a minha supervisão.

O Projeto Currículo, como já comentei em outras postagens, foi elaborado com o objetivo de ajudar alunos formandos e comunidade na elaboração de um currículo profissional que atendesse as exigências do mercado de trabalho, além de dar dicas sobre como procurar o emprego ideal e de comportamentos na hora da entrevista, através de uma palestra informativa de 1 hora e 1/2 de duração e de um Plantão para atendimento individual e análise do currículo elaborado. Este projeto foi realizado no segundo semestre de 2008 e no ano de 2009. Segundo a Natália o projeto está parado desde que mudou a supervisora. Não se sabe se haverá continuidade.

Natália comentou que o Projeto Currículo foi uma experiência muito importante, tanto para os que participaram como para ela, e que a palestra mais marcante foi com uma turma da CEMIC (de jovens aprendizes de Lins) devido a forma de participação dos integrantes. Uma das coisas que mais ficou desta experiência, de acordo com Natália, foi ver a dificuldade das pessoas em discernir o que realmente é importante colocar no currículo e como colocar. Lamenta por não ter dado contnuidade ao projeto porque até hoje os alunos a procuram em busca de ajuda.

Uma das discussões surgidas no relato da Natália foi a questão das pessoas "mentirem" no currículo, colocar dados que não existem ou que não são exatamente como estão descritos. O grupo concordou que isso realmente acontece e que é melhor colocar a verdade no currículo mesmo que diminua as chaces de participarem de um processo de seleção, pois a empresa contratante acaba descobrindo a mentira e não contratando da mesma forma, além disso a pessoa fica "queimada" com o comportamento anti-ético. Segundo o grupo, a escolaridade é uma das coisas que as pessoas mais acabam mentindo por ser uma das competências mais exigidas atualmente.

Marcos deu continuidade a discussão contando suas experiências no Recrutamento e Seleção da UNILEVER, uma indústria de produtos alimentícios, de higiene pessoal e de limpeza, de grande porte localizada em Goiania GO. Relatou que nos currículos analisados por ele os homens eram os de menor grau de escolaridade, principalmente, sem o ensino médio completo. Disse que antes de recrutar para a entrevista de emprego questionava o candidato sobre o grau de escolaridade descrito no currículo e acabava identificando que muitos haviam mentido. Falou que os melhores operários eram os nordestinos e eles são os de menor grau de escolaridade o que pode dificultar unir formação com prática profissional. Segundo Marcos a avaliação começa na "porta", ou seja, no caso da UNILEVER, quando os candidatos vão preencher a ficha de emprego.

Uma outra experiência relatada pelo Marcos, que seria engraçada se não fosse trágica, rs, é a de ser vítima da falta de entendimento daqueles que não são contratados. Ele relatou duas histórias: de uma pessoa que saiu gritando pelo corredor da organização indignada por não ter sido selecionada (pois são os responsáveis pela área que escolhem os candidatos aprovados) e de outra que o ameaçou por telefone após ter entregue o currículo e não ter sido recrutado por não ter o grau de escolaridade exigido. Diante deste relato surgiu no grupo a discussão sobre como devemos comunicar as pessoas que não foram selecionadas e no consenso ficou estabelecido pelo grupo que a melhor forma é ser político, falar somente o que for necessário, sem detalhes e de preferência não pessoalmente. De acordo com o Marcos, sua equipe não teve grandes problemas porque era organizada e detalhista.

O grupo também discutiu sobre as diferentes reações das pessoas diante da notícia de que não foi selecionado, que podem ser de personalidade e cultural.

Conhecer as histórias de Marcos e Natália nos faz perceber que muitos são os detalhes que envolvem a elaboração e análise de um currículo. Para aqueles que estão elaborando fica a dica de que a verdade é a melhor maneira de obter sucesso na hora de ser recrutado e para os que irão analisar um currículo fica a dica de que checar os dados é a melhor forma de evitar futuros problemas no processo de seleção.

O próximo encontro será no dia 12/07/2010 às 14 hs pelo MSN psicorienta_danielle@hotmail.com com o tema Entrevista de Emprego com o Marcos como co-mediador da discussão.

Abraços a todos que nos seguem!!!